Equipe de robótica de Taubaté (SP) ganha vaga, mas pode não ir a mundial nos Estados Unidos

Estudantes montaram uma vaquinha virtual para levantar os recursos que precisam. Pelas regras da competição, devem participar ao menos cinco alunos e um mentor. Equipe conta com 19 alunos de quatro escolas públicas da cidade paulista
A ideia de criar um grupo de robótica surgiu do projeto Anjos da Bola, promovido por Enéias e outros dois amigos, Cristiano Marques e Rodrigo Chaves (agachados)

O maior campeonato de robótica do mundo, o FIRST Championship, será realizado de 17 a 20 de abril, em Houston, nos Estados Unidos. Dez equipes brasileiras - com alunos dos ensinos fundamental, médio e superior - garantiram vagas na competição, mas uma delas ainda não conseguiu levantar os recursos necessários para garantir presença no torneio internacional.

"Estamos tentando tudo que é possível, criamos até uma vaquinha online. Precisamos levar pelo menos cinco alunos e um mentor. O custo é de US$ 2 mil para cada", conta Enéias Ribeiro Tavares, 39 anos, um dos mentores do grupo Taubatexas #7459, que reúne estudantes de 15 a 18 anos de quatro escolas públicas de Taubaté, cidade localizada a 130 km da capital de São Paulo.

O grupo garantiu a vaga na categoria FRC (FIRST Robotics Competition) na maior competição de robótica do mundo após participar de seletivas regionais, em março, na cidade de Little Rock, no Arkansas, também nos Estados Unidos. A equipe ficou em 1º lugar entre as 18 equipes iniciantes da disputa, levando o prêmio Rockie All Star.

"Para participarmos da competição regional, contamos com a ajuda dos pais dos alunos, que finaciaram as passagens. Levamos 10 alunos e dois mentores. Devido à situação financeira, alguns nem passaporte ou visto tinham", detalha Enéias, que é engenheiro civil e ex-aluno de Mecânica do SENAI.

A equipe ficou em 1º lugar entre as 18 equipes iniciantes da disputa, levando o prêmio Rockie All Star

HISTÓRICO - A ideia de criar um grupo de robótica surgiu do projeto Anjos da Bola, promovido por Enéias e outros dois amigos, Cristiano Marques e Rodrigo Chaves, com crianças de 7 a 14 anos de Taubaté. O objetivo era oferecer atividades de educação e que garantissem um futuro para jovens de 15 a 18 anos.

"Conheci um estagiário na empresa em que trabalho, o Arthur, que tem uma equipe de robótica com alunos de escolas públicas em São José dos Campos, a Brazilian Storm. Pedi, então, que nos ajudasse a criar uma equipe aqui em Taubaté também para jovens de escolas públicas", explica Enéias.

A COMPETIÇÃO -  O Campeonato Mundial de Robótica, em Houston, é realizado pela organização não governamental FIRST, com apoio de grandes empresas como a Qualcomm, Google, Apple, LEGO e Boeing, além da parceria com a Agência Espacial dos EUA (NASA). No mundial, jovens de mais de 70 países competem em quatro categorias diferentes: a FLL Junior, FLL, FTC e FRC.

A disputa FRC, em que os estudantes de Taubaté conseguiram classificação, conta com a tecnologia mais complexa das competições do mundial. Os jovens têm que construir e fazer o design de um robô industrial de cerca de 60 quilos, sendo avaliados por isso, pelo trabalho em equipe e, claro, pelas tarefas desenvolvidas pelo robô na arena, como arremessar ou carregar objetos com precisão e agilidade em um tempo determinado.

Nove equipes brasileiras já garantiram a participação no mundial da semana que vem: são 101 alunos de escolas de São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Saiba mais sobre os brasileiros nesta matéria.

QUER AJUDAR? - Acesse o site da vaquinha online organizada pelos estudantes para fazer sua contribuição: Conheça a equipe em sua página no Facebook.

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