Cresce a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

A contratação de profissionais com algum tipo de deficiência aumentou em 26% nos últimos anos. Contribuindo com esse cenário, o SENAI está preparado para qualificar PcDs em todo o país. Apenas em 2017, foram 17 mil matrículas
Oficina de ovos de Páscoa promovida pelo SENAI-DF, em parceria com o Instituto Ápice Down

No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta quarta-feira (21), pode-se comemorar o aumento da inserção das pessoas com deficiência (PcDs) no mercado de trabalho. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), produzida pelo Ministério do Trabalho (MT), o número de vínculos empregatícios desses profissionais cresceu 26,7% entre 2012 e 2016 e, hoje, o Brasil soma mais de 418 mil PcDs em sua força de trabalho.

Para promover a inclusão e fortalecer esse cenário, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está preparado para qualificar pessoas com necessidades específicas em todas as unidades do país. Nos últimos dez anos, 188 mil alunos com deficiência física, auditiva, intelectual, visual, psicossocial ou múltipla estudaram na instituição.

“A inclusão de PcD na educação profissional e na vida em sociedade vem ao encontro não apenas da legislação vigente e dos anseios da comunidade, mas de uma nova realidade social”, afirma o diretor de Operações do SENAI Nacional, Gustavo Leal Filho. Segundo Leal, os dados também mostram que 67% dos postos de trabalho estão nas áreas de serviços e da indústria de transformação, que empregam 166 mil e 113 mil profissionais com deficiência, respectivamente.

PSAI – Por meio do Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI), as pessoas com deficiência são incluídas nos cursos regulares, com os demais alunos, proporcionando a todos o aprendizado diário por meio da convivência com as diferenças e com a superação dos limites. Já o material didático é adequado à necessidade de cada um, considerando-se princípios de acessibilidade atitudinal, comunicacional, metodológica, programática, instrumental e arquitetônica.  

A equipe técnica e pedagógica, por sua vez, é treinada para garantir o êxito da educação profissional. Entre 2015 e 2017, 13 mil docentes foram capacitados para lecionar em libras, em braile, com auxílio de audiodescrição, com o uso de informática para deficientes visuais, entre outros. 

O gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, Felipe Morgado, destaca que o SENAI é uma das instituições mais bem preparadas quanto a inclusão e acessibilidade de alunos, por sua vocação, estratégia pedagógica e portfólio de cursos. “O SENAI olha para o potencial da pessoa, e não para sua deficiência. É uma escola para todos, com condições de acolher os estudantes independentemente de suas características ou peculiaridades”, afirma. 

SÍNDROME – A Síndrome de Down é uma mutação do material genético humano. Por um motivo desconhecido, as pessoas com a síndrome nascem com três cópias do cromossomo 21 (trissomia), enquanto os demais indivíduos têm apenas um par. Estima-se que a cada 700 nascimentos, uma criança seja diagnosticada com Down. Isso quer dizer que, no Brasil, há cerca de 270 mil pessoas com essa condição genética.

O Dia Internacional da Síndrome de Down está no calendário oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo comemorado pelos 193 países-membros. Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, culminando em eventos e atividades para promover a conscientização e igualdade.

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