Equilíbrio das contas públicas deve vir do corte de gastos e das reformas, diz presidente da CNI

Robson Braga de Andrade afirma que o aumento dos impostos agravará ainda mais a situação financeira das empresas
"A elevação dos tributos provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias" - Robson Andrade

O aumento dos impostos anunciado pelo governo nesta quinta-feira (20) penalizará ainda mais as empresas, que estão com as finanças debilitadas pela recessão. "A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia", afirma o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Ele destaca que a carga tributária do Brasil, próxima a 33% do Produto Interno Bruto (PIB), é a mais alta entre os países emergentes. Lembra, ainda, que o recente fim das desonerações financeiras elevou, na prática, a carga tributária das indústrias, que são responsáveis por 30% da arrecadação de tributos no Brasil.

Para a CNI, o equilíbrio das contas públicas deve ser perseguido pela contenção dos gastos e não pelo aumento dos impostos. Essa é uma tarefa de todos, do governo, do Congresso e da sociedade, destaca o presidente da CNI.  Além disso, diz Andrade, o país precisa acelerar as reformas, especialmente a da Previdência Social, para melhorar o ambiente de negócios e buscar o ajuste fiscal de longo prazo, necessários para o restabelecimento da confiança dos empresários e dos consumidores e à recuperação da economia.

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