Pandemia vira oportunidade de negócios para empresa baiana

Financiamento obtido com ajuda do Núcleo de Acesso ao Crédito, com juros reduzidos e prazo especiais, ajudou empresa a manter operação e empregos durante a crise
A empresa passou a fabricar itens para reduzir o contágio de Covid-19

Como nem só de cifras vive o mundo dos negócios. A criatividade e o empenho de Maurício Lassmann, proprietário da Telamix Indústria e Comércio, da Bahia, foram fundamentais para a sobrevivência da empresa. Diante da retração do mercado da construção civil na pandemia, o empresário adequou a linha de produção para atender uma nova demanda.

A empresa, que antes produzia itens como estante de ferros, expositores, corrimãos, entre outros, decidiu investir em materiais para auxiliar na prevenção do novo coronavírus. “Desenvolvemos produtos como aplicador de álcool em gel e escudos protetores para balcão de estabelecimentos como farmácias e supermercados”, comentou Lassmann.

No início da pandemia o empresário obteve, com o apoio do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), um financiamento do FNE Emergencial que foi decisivo para manter a produção e os 14 empregados.


“Não paramos em nenhum momento. Tomamos todas as precauções para proteger os funcionários, adotando desde o início os protocolos de segurança. Não registramos nenhum caso e, com o crédito obtido, não fomos impactados pela alta da matéria-prima”, afirmou Lassmann. 


Após conseguir o crédito com o apoio técnico da rede NAC coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o empresário comprou 10 toneladas de aço, que garantiram a manutenção da operação. “Sem dúvida nenhuma, a crise gerada pela pandemia foi o momento mais delicado nesses 26 anos da nossa história”, afirmou Maurício.

O preço do quilo do aço, que no início do ano era R$ 4, hoje, com desabastecimento do mercado, passou a girar entorno de R$ 10. “Quando peguei o financiamento, não imaginava que haveria escassez de matéria-prima”, comentou.

Para ele, o apoio técnico da CNI foi muito importante para a empresa atravessar a crise e não demitir nenhum dos funcionários. “Conseguimos a menor taxa de juros do mercado, com um prazo adequado de pagamento. Só tenho elogios à equipe do NAC que me atendeu. Sempre foram atenciosos e atentos às diversas opções de crédito disponíveis”, afirmou Lassmann.

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