CNI e bancada feminina da Câmara dos Deputados debatem inserção da mulher no mercado de trabalho

Em encontro com deputadas federais, foram discutidas iniciativas nas áreas de qualificação profissional e atenção à saúde da mulher, além de políticas para promover maior equidade no mercado de trabalho
Bancada feminina

As mulheres são 25% da mão de obra da indústria, mas elas devem ser cada vez mais protagonistas na força de trabalho do setor com a chegada da nova revolução industrial, a chamada Indústria 4.0. Para discutir o tema sob a perspectiva da mulher e o emprego, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu integrantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25), em Brasília. Em debate, políticas de qualificação e oportunidades de inserção da mulher no mercado de trabalho.

Na abertura do café da manhã, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, falou do importante papel que a mulher exerce para o desenvolvimento da indústria brasileira e salientou os avanços na conquista de maior representatividade feminina no Poder Legislativo. Em relação a políticas de qualificação profissional e de atenção à saúde da mulher, ele afirmou que o Sistema Indústria está empenhado com ações espalhadas pelo Brasil. “Somos parceiros e queremos trabalhar juntos nos projetos de interesse do país”, disse.

Coordenadora da bancada feminina na Câmara, a deputada Soraya Santos (PMDB-RJ) discursou sobre as dificuldades que a mulher enfrenta para entrar e se manter no mercado de trabalho e da necessidade de construção e execução de ações que contribuam para acabar com as desigualdades no mercado de trabalho. “Muito das dificuldades de a mulher ocupar espaços de comando vem de uma formação deficiente em Matemática e Robótica. Isso pode ser resolvido justamente pelo ensino técnico”, ponderou.
 

Presidente da CNI

A MULHER NA INDÚSTRIA – O diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, apresentou dados que comprovam o impacto da qualificação profissional na empregabilidade e na renda do trabalhador. Também apresentou os programas de educação profissional e de atenção à saúde – realizados pelo Serviço Social da Indústria (SESI) – voltados especificamente para a mulher.

Entre os dados apresentados às deputadas, estão alguns que mostram como o ensino técnico tem se mostrado caminho importante para inserção de mulheres no mercado de trabalho, especialmente naqueles com maior teor tecnológico. No setor farmacêutico, por exemplo 47% dos postos de nível técnico são ocupados por trabalhadoras. No setor de equipamentos de informática, elas são 44% dos profissionais técnicos.

Além disso, há ramos da indústria nos quais a mulher tem remuneração média acima do salário pago ao homens. Na construção de edifícios, o rendimento é 41% superior e, no setor de derivados de petróleo e biocombustíveis, é maior em 25%. No SENAI, as mulheres respondem por 40% das matrículas nos cursos gratuitos em educação profissional. “A luta por equidade salarial é importante e já encontramos setores da indústria, especialmente naqueles de maior conteúdo tecnológico, com mulheres ganhando mais que os homens”, destacou.

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