Acesso ao crédito pode reaquecer a economia, defendem empresários

O assunto foi um dos temas da reunião do Conselho da Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria, com empresários de todo o país

A facilitação do acesso ao crédito foi um dos assuntos discutidos na reunião do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa (COMPEM), da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Empresários de todo o país entendem que a economia passa por um momento difícil, mas que essa dificuldade vem atrelada à liberação de crédito.

A reunião do conselho foi realizada nesta segunda-feira (24), na sede da CNI, em Brasília. 

Para o presidente do COMPEM, que também é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, a situação é ainda mais complicada para o micro e pequeno empresário, que normalmente não conhece os procedimentos e não tem pessoal especializado no assunto.

“Por isso estamos discutindo esse assunto no COMPEM. Debater esse tema com as instituições financeiras e a CNI é muito importante porque o acesso ao crédito aquece a economia. Quando falta crédito, a economia se ressente”, explica.

Sales lembra ainda que muitas empresas estão endividadas, o que causa mais transtornos. Ouça:

Para tentar ajudar as empresas na busca pelo crédito, o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), da CNI, negocia parcerias com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e outros bancos em busca de condições diferenciadas para micro e pequenas empresas, como a Caixa Econômica Federal.

O gerente-executivo de Política Industrial da CNI, João Emílio Gonçalves, ressalta que o NAC ajuda os empresários a reunir a documentação e assim ter uma chance maior de aprovação do crédito. “Nós não liberamos o dinheiro, mas o NAC tem a função de repassar todas as informações para as empresas. Ajudar a empresa a identificar a melhor linha disponível, e assim ter uma percepção de risco melhor”, afirma.

TERCEIRIZAÇÃO – A aprovação no Congresso Nacional do projeto que regulamenta a terceirização também foi comemorada pelos empresários. Para a gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, essa regulamentação busca oferecer segurança jurídica para as empresas e mais proteção para os trabalhadores terceirizados. Sobre a proposta de reforma trabalhista, ela acredita que é preciso modernizar a legislação que é da década de 1940. “É um avanço. Busca equilibrar a proteção do trabalhador com a competitividade das empresas”, finaliza.

SAIBA MAIS – Atualmente a CNI mantém 12 conselhos temáticos. Os conselhos são órgãos consultivos da diretoria da Confederação Nacional da Indústria e se reúnem periodicamente para discutir e apresentar informações e propostas que orientam as decisões e as ações da CNI na defesa de interesses da indústria brasileira.Veja a relação dos conselhos.

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