A festa democrática

Em artigo publicado no Diário da Manhã, o vice-presidente da CNI Paulo Afonso Ferreira defende a responsabilidade no voto nas eleições de 2018 para que os representantes escolhidos pela população sejam aqueles engajados com uma agenda de desenvolvimento econômicos e social para o Brasil
Paulo Afonso é vice-presidente da CNI e presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da CNI

Tenho andado muito pelo Brasil e tem me chamado a atenção, o grande número de pessoas alheias ao processo eleitoral que teremos ao longo do ano. As movimentações políticas já iniciaram. Escolheremos o próximo presidente, que conduzirá os rumos do país, além de dois terços do Senado Federal, governadores, deputados federais, estaduais e distritais. O futuro do Brasil passa pelo resultado das eleições e, para isso, temos de ter critérios e seriedade em quem depositaremos o voto.

O Brasil ainda sente impactos das crises financeira, política e institucional e na gestão pública. Na maioria dos entes, seja federal, estadual ou municipal, há um grande caos, com déficits e falta de recursos. Política não é algo para aventureiros. Uma das habilidades necessárias ao gestor público é aglutinar esforços, pois ninguém governa ou faz nada sozinho. Gestão de sucesso se faz com planejamento, métricas, acompanhamento de indicadores e envolvimento da equipe na busca de resultados positivos.

Os poderes Executivo e Legislativo precisam estar unidos para que os projetos de lei discutidos e votados reflitam a vontade da população. É preciso coragem para enfrentar os desafios e atuar sem populismo ou interesse eleitoreiro na busca por mudanças. Certas práticas utilizadas anteriormente para fazer campanha não podem ser mais adotadas. Precisamos evoluir para a modernização político eleitoral, com fim de oligarquias e de abuso do poder econômico. É inconcebível o cidadão utilizar seu voto como moeda de troca e ficar na expectativa de favorecimento pessoal, em detrimento dos interesses coletivos.

Surpreende-nos também os que se dizem representantes de certos segmentos ou minorias. O Brasil é de todos nós. Temos de ter um projeto de país, uma agenda voltada para o desenvolvimento socioeconômico, que proporcione crescimento sustentável e qualidade de vida, com mais igualdade e justiça social.

Somos uma nação rica e temos condições de avançar e nos consolidarmos com um país que gera orgulho aos brasileiros. Almejo ver mais patriotismo, com comprometimento de todos no cumprimento de suas obrigações e uma gestão pública moderna e reestruturada; quem sabe nos moldes de nações parlamentaristas, em que a população cobra por resultados, há eficiência e austeridade nos exercícios dos mandatos e na busca de resultados positivos para a sociedade.

Não adianta ficarmos reclamando ou taxando os representantes políticos, pois foram eleitos com nossos votos. Cabe a cada um avaliar as decisões tomadas ao longo dos seus mandatos. Que 2018 seja um ano marcado por grandes transformações no cenário eleitoral e político, cabendo-nos a consciência do dever de votar com responsabilidade, pois o poder está em nossas mãos.

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