Presidente da CNI defende que Senado discuta modernização trabalhista à exaustão

CNI estima impacto de até R$ 267 bilhões por ano nos custos do trabalho formal com redução da jornada e fim da escala 6x1

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O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, reforçou nesta quinta-feira (25) que eventuais mudanças nas relações de trabalho merecem a máxima atenção e profundidade nas discussões. “Mudanças dessa magnitude exigem debate amplo, técnico e responsável, com participação de trabalhadores, empregadores e poder público. Isso porque alterações dessa natureza podem gerar impactos relevantes sobre emprego, custos e a economia de maneira geral. É fundamental e aprofundamento das discussões”, destacou Alban. 

Segundo o dirigente, não deve haver pressa do Senado para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Pelo contrário: o assunto, segundo ele, requer ampliação das discussões à exaustão.

Estimativas da CNI indicam que a redução da jornada de 44 horas para 40 horas semanais e fim da escala 6x1 pode elevar os custos com empregados formais em até R$ 267 bilhões por ano, um aumento de até 7%. 

A PEC 221 foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio e enviada ao Senado, onde permanece, até o momento, sem encaminhamento. Há outra proposta em tramitação na Casa, conhecida como PEC do Trabalho Flexível, apresentada pelo senador Rogério Marinho, que propõe modernizar as relações laborais por meio da autonomia de escolha. Esta PEC recebeu o apoio de um grupo de 3 mil entidades empresariais, incluindo a CNI.

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