Entidades do setor produtivo devem ser protagonistas no debate sobre o futuro do trabalho

Em cúpula que reuniu dirigentes empresariais ibero-americanos, o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, falou da importância das discussões sobre os impactos da indústria 4.0
Dirigentes de entidades empresariais reunidas da cúpula ibero-americana, na Guatemala

As transformações no mundo do trabalho requerem que as entidades representativas do setor privado encontrem novas formas de participação nos debates sobre o tema. Em discurso na 29ª Reunião de Presidentes das Organizações Empresariais Ibero-Americanas, o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Alexandre Furlan, falou da importância de o setor produtivo assumir papel de protagonismo nos foros nacionais e internacionais que tratem das mudanças em curso nas formas de se produzir e seus impactos nas relações do trabalho.

“É nosso dever monitorar as mudanças e criar espaços de diálogo para que tais transformações sejam adequadamente capturadas pelas empresas e pelas instituições do trabalho”, afirmou, durante o encontro, que ocorreu na Guatemala. Furlan, que é vice-presidente para a América Latina da Organização Internacional de Empregadores (OIE), entidade que reúne mais de 150 organizações empresariais do mundo todo, ressaltou o papel da entidade em capitanear o desenvolvimento desta agenda.

Furlan falou da importância de os países terem flexibilidade institucional e sua capacidade de realizar experiências com as novas formas de produção, que surgirão com a Indústria 4.0. Nesse sentido, ele destacou os avanços trazidos pela modernização das leis trabalhistas no Brasil, que completou um ano de vigência, que tratou de temas do trabalho contemporâneo, como o trabalho a distância e novas modalidades de contrato. “Porém, ainda há muito a fazer. O novo mundo da economia digital e a Indústria 4.0 seguirão sendo fontes de grande pressão de mudanças, tanto no Brasil como no mundo”, destacou.

TRANSPARÊNCIA - Ao fim da reunião das entidades empresariais, as entidades ressaltaram em carta a importância da transparência e da integridade nas relações entre representantes do poder público e agentes do setor privado são essenciais para o desenvolvimento econômico e social dos países ibero-americanos. Em mensagem enviada aos chefes de Estado presentes na 26a Cúpula Ibero-americana, que também ocorreu na Guatemala, os presidentes das entidades empresariais dos países reforçaram o compromisso com o combate à corrupção e o apoio à adoção de medidas efetivas contra eventuais desvios.

“Nossas organizações devem reforçar suas capacidades de atuação e um maior grau de envolvimento para dar forma e implementar estratégias nacionais para o desenvolvimento sustentável”, diz o documento. A declaração destaca o papel das entidades representativas do empresarial para o cumprimento dos objetivos na promoção do diálogo social como instrumento para fortalecer o crescimento econômico e o estado de direito, pelas garantias individuais e dos direitos das empresas.

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