CNI lança plataforma que reúne dados, estudos e soluções para impulsionar a economia verde

Com apoio do CNPq, PEV Brasil reúne 78 indicadores e mais de 450 variáveis de análise com foco em economia verde, além de um repositório de documentos e estudos sobre o tema

Foto: Iano Andrade / CNI 

A Rede de Observatórios do Sistema Indústria, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou nesta quarta-feira (23) a Plataforma de Economia Verde Brasil (PEV Brasil), um ambiente de inteligência criado para reunir dados, estudos, iniciativas e ferramentas relacionadas a economia verde no país. 

A plataforma reúne 78 indicadores e mais de 450 variáveis de análise com foco em economia verde, além de um repositório de documentos e estudos de referência sobre o tema, incluindo informações sobre políticas públicas, planos governamentais, roteiros de descarbonização e pesquisas científicas. 

A PEV Brasil tem também uma seção exclusiva para iniciativas desenvolvidas por empresas que mostram, na prática, como soluções relacionadas à economia verde vêm sendo aplicadas pela indústria.

Conheça alguns cases:

Valorização da Macaúba

Valorização da Macaúba para Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF) e Bioeconomia

A Embrapa Agroenergia desenvolve a macaúba para biocombustíveis avançados, impulsionando a descarbonização e a bioeconomia.

Mapeamento Colaborativo

Mapeamento Colaborativo da Biodiversidade Urbana e Rotas de Turismo Regenerativo

A Arara Ecos une tecnologia e ciência cidadã para mapear ninhos, promover o turismo regenerativo e preservar araras no Cerrado e Amazônia.

Logística Reversa Solos

Logística Reversa, Inclusão Produtiva e Gestão de Resíduos em Grandes Eventos e Territórios Isolados

A SOLOS cria soluções de economia circular e logística reversa, conectando catadores e empresas para o descarte correto de resíduos.

Implantação de Soluções de Limpeza

Implantação de Soluções de Limpeza Profissional Sustentável e Redução do Uso de Plásticos e Água

A Hygibras reduz o uso de água e plástico em empresas com químicos biodegradáveis ultraconcentrados e dosadores automáticos.

Logística Reversa Uniforte

Logística Reversa Integrada e Valorização da Cadeia de Catadores de Materiais Recicláveis

A UNIFORTE faz a gestão e triagem de recicláveis em cooperativas, integrando logística reversa, renda e inclusão de catadores.

Substituição de MDF

Substituição de MDF por Chapas Sustentáveis na Arquitetura Comercial de Varejo

A Mão Colorida transforma plásticos de difícil reciclagem em chapas sustentáveis para o mobiliário de varejo.

Logística Reversa de Embalagens por Compensação Ambiental

Logística Reversa de Embalagens por Compensação Ambiental via Rastreabilidade Blockchain

A eureciclo usa tecnologia e blockchain para conectar marcas a cooperativas, viabilizando a compensação de embalagens pós-consumo.

Biofábricas Itinerantes

Biofábricas Itinerantes e Capacitação para Valoração da Biodiversidade Amazônica

Amazônia 4.0 capacita comunidades com biofábricas e tecnologia para gerar renda mantendo a floresta em pé.

Substituição de Plásticos Celomax

Substituição de Plásticos Convencionais por Embalagens Termoseláveis 100% Compostáveis

A Celomax produz embalagens compostáveis de celulose que substituem plásticos de uso único e se degradam em 180 dias.

Diagnóstico Genômico Neoprospecta

Diagnóstico Genômico e Mapeamento de Microbiomas para a Sustentabilidade Industrial

A Neoprospecta usa DNA e metagenômica para mapear microrganismos, prevenindo contaminações e perdas industriais.

A coordenadora do projeto, Marília de Souza, explica que a PEV Brasil atua também como referência para empresas com problemas na transição para a economia verde. “Elas encontram na plataforma exemplos de soluções e possibilidades para troca de experiências. É um grande hub de conexão para a indústria”.   

A plataforma ainda identifica tendências e mudanças regulatórias que podem afetar custos, investimentos, cadeias produtivas e acesso a mercados. Entre os temas acompanhados estão a expansão do mercado de carbono, exigências de mensuração e redução de emissões, requisitos ambientais para exportação, logística reversa e a crescente valorização de produtos com menor impacto ambiental. 

Os conteúdos auxiliam empresas a se preparem para a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, instituído pela Lei nº 15.042/2024, e a se organizarem para instrumentos internacionais como o Mecanismo de Ajuste de Carbono nas Fronteiras europeu (CBAM). 

A PEV Brasil também disponibiliza simuladores para análise de cenários econômico-ambientais. As ferramentas permitem testar diferentes trajetórias de evolução tecnológica e de políticas industriais e avaliar seus possíveis impactos sobre as emissões de CO₂ em setores intensivos em carbono, como ferro, aço, alumínio e cimento. 

A iniciativa atua como um ponto de encontro do ecossistema de transição ecológica no país. “Ela contribui para a definição de estratégias empresariais em áreas como descarbonização, eficiência energética, economia circular e adaptação climática, além de permitir a identificação de oportunidades relacionadas a novos mercados, tecnologias verdes, fontes de financiamento e modelos de negócio”, reforça o gerente do Observatório Nacional da Indústria, Rafael Silva e Sousa. 

Economia verde nas indústrias brasileiras  

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada em 2025, mostra que a economia verde está cada vez mais incorporada à estrutura formal das indústrias: cerca de 70% dos empresários brasileiros acham a bioeconomia importante para o futuro da indústria, sendo que 20% consideram de “total importância” e 37% “muito importante”.

Relacionadas

Leia mais

Na Semana do Clima de SP, CNI destaca capacitação profissional verde e inovação industrial
CIMATEC inaugura planta piloto de hidrogênio verde na Bahia com investimento de R$ 40 milhões
Do Amapá à Guiana Francesa: SENAI prepara profissionais para a energia verde

Comentários