SESI Lab intensifica ações voltadas a crianças e adolescentes

Museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília amplia iniciativas de inclusão e leva experiências educativas a jovens em situação de vulnerabilidade social

O SESI Lab, museu de arte, ciência e tecnologia localizado em Brasília, tem fortalecido a atuação como espaço de inclusão e promoção de oportunidades para públicos em situação de vulnerabilidade social. Durante o mês de agosto, o museu participou de iniciativas que dialogam diretamente com os direitos de crianças e adolescentes, contribuindo com experiências educativas e culturais. 

No dia 8 de agosto, a equipe do programa educativo do SESI Lab participou de um evento que celebrou os 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), promovido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) na sede da Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, em Brasília. 

O público foi formado por jovens em situação de vulnerabilidade social, socioeducandos e participantes de projetos da Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude, de 7 a 17 anos, além de representantes da rede de proteção e de entidades parceiras. A atividade teve como objetivo reafirmar os direitos garantidos pelo ECA, promover o protagonismo juvenil e criar oportunidades de escuta, reconhecimento e empoderamento.  

Os participantes visitaram uma feira com oficinas culturais, exposições, atividades lúdicas e rodas de conversa sobre identidade e pertencimento. O SESI Lab levou ao evento a oficina “Tons de Si”, que estimula a reflexão sobre identidades a partir de experimentações práticas. 

Na oficina “Tons de Si”, os participantes refletem sobre identidades a partir de experimentações práticas

“Nesta atividade, cada participante cria um desenho que representa sua identidade, usando apenas lápis e giz de cera em diversos tons de pele. Depois, confecciona com as próprias mãos um bóton com esse desenho para carregar sua visão de si com orgulho”, diz João Vítor Rocha, analista de Educação do SESI Lab. 

“O Estatuto da Criança e do Adolescente é um marco legal, porque trouxe uma mudança de paradigma: a criança e o adolescente passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direito, dentro da lógica da proteção integral”, afirma a promotora de Justiça Liz Elainne Mendes.


“Esperamos que as crianças e adolescentes que participam dessas imersões tenham a certeza de que podem sonhar. Mesmo que tenham vivido situações de violência e violações de direitos humanos, queremos que saibam que, com o apoio desses serviços e parcerias, elas têm o direito de sonhar com um presente e um futuro melhor”, completa Mendes.


Um dos participantes, José*, de 11 anos, destacou que teve a oportunidade de conhecer pessoas diferentes e fazer muitas atividades. Para Maria*, de 13 anos, o evento foi muito bom porque propiciou a oportunidade de sair de casa, conhecer outros lugares e curtir essas atividades. “Para mim está sendo ótimo estar aqui hoje e aprender sobre os nossos direitos e deveres”, disse. 

1 milhão de oportunidades 

Na mesma linha, o museu recebeu a visita de participantes do projeto 1 Milhão de Oportunidades (1MiO), iniciativa liderada pelo UNICEF que conecta jovens a oportunidades de formação, emprego e criação de renda. As adolescentes puderam conhecer os espaços interativos do SESI Lab e vivenciar atividades que unem ciência, tecnologia e arte. A entidade também promoveu um evento sobre a iniciativa no túnel do SESI Lab. 


“Para podermos, de fato, promover o que chamamos de educação integral, é preciso extrapolar os muros da escola. É essencial que estejamos presentes em instituições que possamos ter como parceiras nessa promoção de múltiplas experiências educacionais e pedagógicas”, avalia Mônica Pinto, chefe de Educação do UNICEF Brasil.


“O SESI Lab não é apenas um espaço físico, mas também um espaço de curadoria, de atração de conhecimento, de produção e de troca com outras instituições e populações. A questão é: como podemos fazer esse intercâmbio entre territórios que estão em situação de maior vulnerabilidade social ou que ainda não têm esses equipamentos? Como conseguimos, hoje, com o apoio das tecnologias, promover esse intercâmbio entre pessoas, saberes e instituições?”, complementa Pinto.

O projeto 1 Milhão de Oportunidades (1MiO), liderado pelo UNICEF, conecta jovens a oportunidades de formação, emprego e geração de renda

Diálogos com Territórios 

Além dessas ações, o museu mantém programas estruturados para ampliar seu alcance. O projeto Diálogos com Territórios promove ações entre o SESI Lab e projetos sociais das periferias do Distrito Federal, como o Jovem de Expressão e a Casa Akotirene, fortalecendo trocas culturais e educativas. Já o SESI Lab Delas incentiva a participação de meninas na ciência, com atividades de formação e experiências práticas. Recentemente, o grupo participou de uma visita técnica à Fiocruz.

A atividade marcou a trajetória do projeto, que está na segunda edição. Durante a programação, exploraram temas como divulgação científica, áreas de formação, carreira, método científico e colaboração em ciência, além de participarem de uma dinâmica de mapeamento coletivo no Colaboratório. O ponto alto da visita foi o encontro com pesquisadoras do Núcleo de Populações em Situações de Vulnerabilidade e Saúde Mental na Atenção Básica, que compartilharam vivências, desafios e conquistas como mulheres na ciência. Esses relatos fortaleceram a identificação das jovens com o universo científico, mostrando, na prática, o poder transformador da representatividade e do protagonismo feminino nos espaços de pesquisa.

O projeto SESI Lab Delas incentiva a participação de meninas na ciência, com atividades de formação e experiências práticas

“Entendemos que ciência e tecnologia são ferramentas fundamentais para a formação de cidadãos. Ao saber mais sobre elas, cada pessoa pode tomar melhores decisões para a sua vida e, eventualmente, se tornar um dentista, um engenheiro ou atuar em tantas outras áreas desse campo”, avalia Luciana Martins, coordenadora de Ações Educativas e Digitais do SESI Lab.

“O museu apresenta a ciência e a tecnologia de uma maneira divertida, lúdica e interessante, promovendo uma série de ações e projetos que buscam trazer jovens das periferias do Distrito Federal para conhecer esse espaço e se encantar com este universo”, completa a coordenadora. 

*Nomes fictícios para preservar a identidade dos jovens

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