Don L comanda Night Lab que celebra histórias e culturas dos territórios do Distrito Federal

Em 1º de outubro, o SESI Lab promove uma noite de shows, oficinas e conversas sobre pertencimento, memória coletiva e o papel dos museus nas comunidades

Foto: Bel Gandolfo Imagem

São mais de 3 milhões de habitantes no Distrito Federal. De Ceilândia ao Plano Piloto, de Sobradinho à Estrutural, são muitos, também, os territórios que cabem no quadradinho. E são todas essas potencialidades e desafios que guiam a 32ª edição do Night Lab, no dia 1º de outubro, com o tema Conexão Territórios. O evento apresenta Don L, um dos grandes nomes do rap atual, e experiências desenvolvidas por coletivos do DF que participaram do programa Diálogos com Territórios, do SESI Lab.

Os ingressos para a 32ª edição do Night Lab começam a ser vendidos nesta terça-feira (22) na plataforma do SESI Lab. Um lote extra será disponibilizado para venda presencial na bilheteria do museu no dia do evento, a partir das 17h.

A coordenadora de Exposições e Ações Culturais do SESI Lab, Carolina Vilas Boas, explica que o museu apresenta uma edição anual do Night Lab dedicada aos territórios. "A iniciativa busca reconhecer a diversidade de histórias, identidades, saberes e manifestações culturais que constituem esses espaços e aproximar o museu das experiências e narrativas de seus públicos", afirma.

"Conhecer a própria história e compreender os processos de formação do lugar onde vivemos é um passo fundamental para fortalecer o sentimento de pertencimento. Valorizar a memória coletiva significa reconhecer trajetórias, preservar saberes e ampliar o olhar sobre o presente e o futuro", completa. 

Natural do Distrito Federal e cria de Fortaleza, no Ceará, Don L comanda a noite com o show CARO Vapor II – qual a forma de pagamento?, inspirado no álbum de mesmo nome lançado em 2025 e indicado ao GRAMMY Latino de Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa. Nele, Don L faz o exercício de imaginar e redefinir o que a música popular brasileira pode ser hoje, passeando por gêneros tão diversos quanto hip-hop, samba, funk e baião. A apresentação é uma produção cinematográfica, tendo sido indicado a melhor show no prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). 

Sylver, multiartista drag do Distrito Federal, abre a noite com discotecagem que conecta diferentes expressões da cultura urbana, com destaque para house e techno music dos anos 80 até a virada do milênio. A ocupação do painel de LED trará registros da formação educativa e cultural promovida pelo programa Diálogos com Territórios.

Territórios e museus 

A aproximação entre o museu e os jovens das periferias do DF é um dos objetivos do programa Diálogos com os Territórios, conforme explica a coordenadora de Ação Educativa e Pesquisa do SESI Lab, Luciana Martins. 

"Museus nem sempre conseguem atrair os jovens que moram nas periferias, um público especialmente importante para nós, pois adensar o conhecimento científico da população é essencial para o exercício de uma cidadania mais crítica e participativa", diz. "Em 2026 focamos na formação em tecnologias maker a partir de temas e questões trazidas pelos coletivos que participaram do programa. O Night Lab traz um pouco do que foi esse processo formativo, dando visibilidade aos participantes do programa." 

A Conversa Poética da 32ª edição do Night Lab debate o papel dos museus na aproximação entre territórios e ações educativas. Quem conduz o papo é Evelyn Ariane Lauro, coordenadora do Núcleo de Articulação Social do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, área dedicada ao fortalecimento dos vínculos entre o museu, seu território e as comunidades do entorno. Egressos do projeto Diálogos com Territórios, a MC e agitadora cultural Garnet, da Casa de Onijá (Taguatinga), e AGGIN, cantor, produtor e educador social do Coletivo da Cidade (Estrutural), também participam. 

Os coletivos do programa Diálogos com Territórios também comandam as oficinas do Night Lab. A Casa de Onijá apresenta Experimentando a Ballroom, na qual os participantes serão introduzidos à cultura ballroom por meio de uma vivência que combina contextualização cultural, preparação corporal e experimentação prática. A cultura ballroom surgiu nas comunidades negras e latinas LGBTQIA+ das periferias de Nova York como espaço de resistência, pertencimento e afirmação, reunindo desfiles, dança, moda e performances. 

Já o Jovem de Expressão, coletivo que atua há 20 anos em Ceilândia, apresenta o jogo de cartas Fala, Jovem, criado para estimular a conversa, a escuta e a construção de narrativas coletivas.  

Sobre o Night Lab - Realizado mensalmente, o Night Lab transforma o museu em um espaço de encontro entre arte, ciência e tecnologia, com uma programação que inclui shows, performances, oficinas e debates. A proposta é ampliar o olhar sobre temas contemporâneos e aproximar o público adulto de discussões relevantes. 

Confira tudo que vai rolar:

19h – Diálogos com Territórios ocupam o painel de LED (Hall de entrada)  

19h – "Fala, Jovem", com Jovem de Expressão (Galeria Fenômenos do Mundo)  

20h – Discotecagem com Sylver (Hall de entrada)  

20h – "Experimentando a Ballroom", com Casa de Onijá (Experimento Lab)  

20h30 – Conversa Poética com Evelyn Ariane Lauro, Garnet e AGGIN (Túnel)  

22h – Show Don L (Hall de entrada)

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