Parceria do SENAI do Rio de Janeiro com indústrias entrega 30 mil protetores faciais

Até agora, os EPIs chegaram a diversos profissionais de mais de 20 municípios do Estado do Rio, Alagoas e Mato Grosso
A iniciativa chamada Face Shield NF já fez a doação das máscaras para médicos, enfermeiros e técnicos

O projeto de Nova Friburgo criado para fabricar protetores faciais para profissionais de saúde no combate ao coronavírus alcançou a expressiva marca de 30 mil unidades produzidas. A iniciativa chamada Face Shield NF, que tem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do Rio de Janeiro como parceiro, já fez a doação das máscaras para médicos, enfermeiros e técnicos, além de outros profissionais de mais de 20 cidades fluminenses e dos estados de Alagoas e Mato Grosso.

A rede colaborativa é formada por professores e pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e da empresa Persona 3D.

O SENAI abriu as portas de seu FabLab para a produção de componentes e montagem dos equipamentos e as indústrias têm participação fundamental na produção, logística e doação de matéria-prima e insumos.

“Este é um momento diferenciado para todos nós e participar de projetos voltados para a saúde e segurança de outras pessoas reforça o papel do SENAI na educação, na inovação e no apoio para a transformação da sociedade e da indústria. Além disso, ao longo dos dias pudemos ver uma grande aproximação entra a escola técnica, academia e indústrias, reforçando laços muito fortes que temos em todo o Estado do Rio”, explica o coordenador do SENAI de Nova Friburgo, Gil Mairon.

Segundo o coordenador logístico do projeto, Lucas Lima, a marca de 30 mil protetores doados mostra como a pesquisa, a inovação e o compartilhamento de projetos e ideias podem permitir que soluções simples resolvam problemas reais. “Se fossem 10, 100 ou 1 mil máscaras seria um grande gesto, mas claro que tendo um número maior como o que alcançamos é uma realização e serve de motivação para seguir adiante e aumentar as doações. É gratificante poder ajudar a cuidar de quem cuida da gente”, ressalta o professor, vice-diretor do Instituto Politécnico da UERJ. 

As primeiras face shields foram reproduzidas em impressoras 3D, mas o tempo de 1 hora e 30 minutos era um empecilho. A chegada da indústria deu ganho de escala e a partir da fabricação de um molde, a peça passou a ser injetada e o tempo de produção das viseiras foi reduzido para apenas 15 segundos.

Parceira no projeto, a empresa Thurlerflex já injetou mais de 22 mil peças contribuindo diretamente para o aumento dos números. Também participam da ação as empresas do Grupo Stam, Hak, Suspiro Íntimo, Rede Inter TV, Vetroresina, Fermoplast, Injetec de Friburgo, Remo Polímeros e Grupo PSA.

A ação faz parte do Programa Resiliência Produtiva, um conjunto de ações elaboradas pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) para enfrentar a atual crise da covid-19.

A Indústria contra o coronavírus: vamos juntos superar essa crise

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