FIESC apoiará indústrias no monitoramento do coronavírus

Em live transmitida pelo canal da FIESC no YouTube, especialistas das entidades ligadas à Federação detalharam soluções criadas para auxiliar o setor industrial no atendimento aos protocolos de segurança
O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, destacou iniciativas do SESI, SENAI e IEL para ampliar ainda mais o protagonismo da indústria no combate ao coronavírus

A indústria ganha um novo aliado no monitoramento do coronavírus com o lançamento do Protocolo Corona, uma solução apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) ao setor, nesta quarta-feira (27), em live transmitida pelo YouTube. O evento digital integra programação alusiva aos 70 anos da entidade. O objetivo é ajudar a indústria a traçar um plano de ação para reduzir a propagação da doença, com medidas como a adoção de equipamentos e sistemas adequados de proteção dos indivíduos, dos ambientes e da coletividade em geral, além da realização de testes e o monitoramento da saúde por meio de um software.

A solução congrega um conjunto de serviços que visam reforçar o papel das indústrias no enfrentamento do coronavírus. “O Protocolo Corona é uma iniciativa que mobiliza as estruturas do SESI, do SENAI e do IEL para ampliar ainda mais o protagonismo da indústria no combate à disseminação do vírus”, frisou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. 

Segurança na indústria

A gerente de saúde e segurança do SESI SENAI, Sendi Lopes, explicou que as soluções visam blindar a indústria com protocolos de saúde bem definidos, baseados em pesquisas científicas, diagnóstico e adequação dos ambientes, monitoramento diário de sintomas, testes dirigidos, orientações de saúde para o trabalhador e gestão do retorno ao trabalho. “É importante buscar soluções que protejam a transmissão dentro do ambiente, quando temos uma barreira baixa, pouco efetiva, não conseguimos evitar a circulação. No entanto, quando aumentamos o nível de proteção com ações efetivas para o enfrentamento da pandemia, reduzimos a possibilidade de circulação do vírus dentro do ambiente industrial”, alertou.

Cada indústria deve adequar o Protocolo dentro da sua realidade, como explicou a engenheira de segurança no trabalho do SESI SENAI, Migliane Réus de Mello. “É preciso garantir a distância de segurança, como por exemplo, nas trocas de turno e no uso dos vestiários. A indústria pode definir um fluxo de entrada e saída, utilizar barreira física e incorporar outros recursos, como a face shield (máscaras de proteção facial), além da máscara que é de uso obrigatório em todo o estado”, pontuou.

“Além disso, é preciso formalizar os protocolos, as capacitações e todas as ações que a empresa fizer no enfrentamento a essa pandemia, reduzindo a transmissão do vírus e evitando a sobrecarga no sistema de saúde”, acrescentou. 

A médica do trabalho do SESI, Patrícia Figueiredo, lembrou que esta é uma doença viral e que o autocuidado das pessoas é fundamental na prevenção da transmissão do vírus. “Vejo como principais pontos críticos dois aspectos: a identificação dos sintomas e quais ações a empresa deve tomar caso seu trabalhador seja um caso suspeito ou confirmado de COVID 19”, destacou.

“Os contaminados devem ser isolados, assim como as pessoas com quem ele teve contato. A testagem desse público também deve ser priorizada e a vigilância epidemiológica municipal deve ser notificada. A empresa deve continuar a monitorar os afastados por meio da telemedicina e do telemonitoramento. Ao superar a fase de transmissão da doença, ele pode ser integrado novamente”, explicou.

FIESC contra o coronavírus

O evento foi conduzido pelo diretor regional do SENAI e diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira, que reforçou o papel das entidades da Federação no enfrentamento da pandemia.

“O IEL, por meio do Observatório, tornou-se o ponto focal de informações e inteligência. Já o SENAI tem sido determinante para o desenvolvimento de tecnologias, tais como o respirador pulmonar nacional, novos EPIs, soluções para proteção de ambientes de trabalho, e a manutenção e reparação de respiradores danificados ou inoperantes, dentre outros. O SESI, por sua vez, tem se preparado para implantar protocolos de saúde e segurança nas diversas cadeias produtivas, bem como aplicar testes em larga escala nas indústrias”, destacou.

O diretor falou ainda sobre a atuação das entidades no campo da educação, com boa parte dos conteúdos sendo compartilhados no formato digital e a implementação de diversas tecnologias para apoiar docentes e alunos.

O diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, salientou que o pós-pandemia exige um plano de reinvenção, no qual a Federação já vem trabalhando por meio do projeto Travessia. “Mobilizamos nossos especialistas, engajamos os empresários, atuamos nessa guerra contra o corona com informação, comunicação, suporte em logística e mobilização de recursos por meio do Fundo Empresarial (FERA). Coordenamos o aumento da produção nacional de respiradores. Temos pela frente o achatamento da curva de contaminação, a segunda onda de aumento de casos, o surgimento da vacina, o controle da doença, o desenvolvimento econômico e o plano de recuperação”, destacou.

O diretor institucional da FIESC, Carlos José Kurtz, também esclareceu dúvidas jurídicas a respeito do coronavírus. “O comportamento das pessoas e das empresas será decisivo na condução desse processo de adaptação das indústrias a este novo cenário imposto pela pandemia e só há uma maneira efetiva de se proteger: seguindo os protocolos de segurança. Manter distância segura, usar álcool em gel e máscaras, além de realizar testes são medidas essenciais nesse processo”, afirmou. Confira a apresentação na íntegra. 

As entidades da FIESC também adotaram uma série de medidas de segurança. O plano de contingência foi detalhado pelo diretor de desenvolvimento corporativo e Negócios da FIESC, Alfredo Piotrovski. “Adotamos o home office para a grande maioria dos nossos colaboradores desde o dia 15 de março, emitimos boletins diários sobre as ações referentes ao coronavírus, afastamos os colaboradores do grupo de risco e criamos a rede do bem para oferecer suporte online aos que estão em home office”, comentou.

Nas redes de farmácia e alimentação, o SESI também implementou medidas como o uso do álcool em gel e de protetores faciais, além de barreiras físicas e demarcações que garantem o distanciamento seguro entre as pessoas. Confira a apresentação na íntegra.

Na sexta-feira (29), às 10h30, a FIESC transmite no seu canal do YouTube evento com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, apresentação cultural do maestro João Carlos Martins e o lançamento do Livro sobre os 70 anos da entidade. 

A Indústria contra o coronavírus: vamos juntos superar essa crise

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