Ex-aluno do SENAI desenvolve protótipo de respirador mecânico

O projeto está sendo executado em Maceió. O objetivo é entregar um protótipo de respirador mecânico com as vantagens do baixo custo e da rapidez na fabricação
No SENAI de Poço estão sendo fabricadas algumas peças para este protótipo

Ex-aluno dos cursos de Eletricidade e Eletrônica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no Rio de Janeiro, o sargento Rodrigo Costa dos Santos, do Exército Brasileiro, voltou à entidade, desta vez em Alagoas, onde encontrou parceria para cumprir uma nobre missão: entregar um protótipo funcional de respirador mecânico à sociedade, neste momento de pandemia do coronavírus.

É na unidade SENAI de Poço, em Maceió, que estão sendo fabricadas algumas peças para este protótipo. “Temos aqui as máquinas adequadas para fabricação, os insumos para contribuir com o projeto e uma equipe técnica que pode ajudar a aperfeiçoá-lo. A assessoria do SENAI permitiu melhorar o projeto mecânico e a eficiência do sistema. Toda parceria é bem-vinda para combater a covid-19”, ressaltou o gerente de Tecnologia do SENAI/AL, Welton Barbosa.

“Para a fabricação de algumas peças exclusivas, o maquinário existente na instituição atende às nossas necessidades”, explica o sargento Rodrigo, que é coordenador do projeto e também possui formação superior em Matemática, Engenharia Química e da Computação.

“Para a fabricação de algumas peças, o maquinário do SENAI atende às nossas necessidades”, explica Rodrigo Costa dos Santos

O objetivo é entregar um protótipo de respirador mecânico com as vantagens do baixo custo e da rapidez na fabricação. “Ele não vem para substituir o respirador tradicional e pode ter melhorias pela fábrica que vier a produzi-lo em escala. Mas, numa situação emergencial, cumpre algumas das finalidades e pode vir a salvar vidas”, explicou o sargento Rodrigo.

Trata-se de um produto nacional, cuja ideia surgiu após um chamamento do Ministério da Saúde diante do desafio de suprir os hospitais de ventiladores mecânicos que somente eram fabricados fora do país. “A maioria dos respiradores que temos é importada. Então, para termos certa autonomia, seria interessante possuirmos um equipamento genuinamente nacional”, acrescentou o militar.

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