
Estágio que vira carreira! Quando o estudante de Engenharia Civil João Victor, 25 anos, iniciou seu estágio em 2021 na Nova Engevix Engenharia, sua expectativa era simples: colocar em prática o que aprendia nas aulas da faculdade. Um ano depois, quando se formou, foi surpreendido por uma proposta que muitos jovens almejam. Seu gestor o convidou a permanecer na equipe como profissional efetivo.
“Fiquei muito feliz, tanto pelo reconhecimento do meu trabalho quanto pela oportunidade de seguir na área e com a equipe em que já estava me desenvolvendo, profissional e pessoalmente”, relembra João, hoje Analista de Engenharia Civil.
A trajetória dele não é isolada. Pelo contrário, representa um movimento cada vez mais consolidado no mercado brasileiro: o estágio como porta de entrada para a contratação. De acordo com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), apenas no primeiro trimestre de 2025 foram firmados 11 mil contratos de estágio por meio da instituição. Em 2024, mais de 3.400 estagiários intermediaram sua entrada definitiva no mercado de trabalho com apoio do instituto. Os números constam no Data CG do Sistema Indústria e evidenciam o perfil competitivo de jovens que transformam o estágio em trampolim para a carreira.
João ressalta que esse foi um passo decisivo para sua trajetória profissional. “A Nova Engevix foi minha terceira experiência como estagiário e, dessa vez, eu já atuava no setor com o qual mais me identificava. Vi ali a chance de aprender ainda mais, ganhar experiência e construir conexões que poderiam me abrir portas no mercado. Sempre procurei aproveitar ao máximo a oportunidade e, como o setor estava em expansão, percebi que havia grande possibilidade de contratação”, explica.
Para o jovem engenheiro, o estágio é também um momento de descoberta e de conexão com a profissão. Ele acredita que aplicar a teoria acadêmica em situações reais é uma experiência única e enriquecedora. “Minha dica é mostrar interesse, ser proativo, não ter medo de perguntar e criar vínculos com a equipe. O mercado é muito conectado, e as relações que você constrói nesse período podem gerar novas oportunidades no futuro”, aconselha.
Visão estratégica para novas conquistas
O crescimento de estagiários que entram no mercado de trabalho também é observado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número de estagiários no Brasil saltou de 642 mil para 877 mil em apenas um ano, um avanço de 37%. Segundo Sarah Saldanha, superintendente nacional do IEL, essa expansão reflete tanto a busca das empresas por novos talentos quanto o esforço dos jovens em se aproximar das demandas reais do setor produtivo.
“Estagiar deixou de ser apenas uma atividade obrigatória e passou a ser um passo estratégico na trajetória profissional. A vida é feita de estágios, e esse momento é uma porta de entrada democrática para o mercado. Permite que estudantes apliquem seus conhecimentos e mostrem seu potencial às empresas”, afirma.
O IEL atua como ponte entre universidades e empresas em todo o país. Assim como João Victor, que teve sua contratação no estágio intermediado pelo IEL, centenas de jovens encaram essa fase como um caminho para a conquista de uma vaga efetiva no mercado de trabalho.
Para Sarah Saldanha, a efetivação depende tanto das oportunidades oferecidas pelas empresas quanto da postura do profissional. O jovem que encara o estágio apenas como uma bolsa corre o risco de perder a chance de ser contratado. É preciso mostrar iniciativa, aprender, se envolver com a equipe e compreender o ambiente. Quando são efetivados, esses profissionais já estão alinhados à cultura organizacional e contribuem com mais facilidade para os resultados da empresa”, acrescenta.
Mudança de área e novas conquistas
Outro exemplo é o de Saulo Andrade Santos, 26 anos, cuja trajetória profissional passou por diferentes fases. Ele começou como jovem aprendiz na empresa Aperam, foi efetivado na área de manutenção mecânica e, em 2019, decidiu iniciar uma graduação em Psicologia. Em 2021, conseguiu estagiar na empresa por intermédio do IEL, mas, dessa vez, no setor de Gente e Gestão, na área de atração e seleção.
“Concluí o curso em dezembro de 2023, mas antes mesmo da formatura fui efetivado, em agosto do mesmo ano. Hoje atuo na empresa como analista, com foco tanto em atração e seleção quanto em iniciativas voltadas para inclusão e diversidade”, conta.
Para Saulo, o diferencial foi assumir responsabilidades além das esperadas.
“A virada de chave foi quando comecei a ter mais autonomia e a desempenhar atividades muito próximas às de um analista. Assumi uma postura de não apenas “cumprir o papel de estagiário” e foi nesse momento que percebi que a efetivação poderia realmente acontecer”, explicou Saulo.
Ele reforça a importância de encarar o estágio com seriedade. “O estágio é uma oportunidade única, e só faz sentido quando a gente se entrega de verdade ao que acredita. Quando você coloca energia, dedicação e faz um trabalho com excelência, as portas se abrem naturalmente. Então, mais do que pensar no futuro, é aproveitar o presente, dar o seu melhor.”
Um elo entre universidades e empresas
Com 92 unidades em cerca de 450 cidades brasileiras, o IEL atua como ponte entre universidades e o setor produtivo. Além de intermediar estágios, a instituição desenvolve programas de capacitação e gestão empresarial, sempre alinhados às necessidades das empresas.
Histórias como as de João Victor e Saulo demonstram que, quando bem aproveitado, o estágio deixa de ser apenas um capítulo da vida acadêmica e se transforma em um verdadeiro ponto de virada na carreira.




