Indústria se reúne com presidente do Senado e pede avaliação equilibrada sobre 6x1

Presidentes da CNI, da FIESP e de associações empresariais de diferentes setores estiveram nesta terça-feira (26) com Davi Alcolumbre e manifestaram preocupação com a proposta

Foto: Augusto Coelho / CNI

Os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, acompanhados de representantes de associações setoriais de diferentes setores produtivos, se reuniram nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, para discutir a PEC que trata da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.

Os empresários pediram aos senadores que a matéria seja avaliada pela Casa com equilíbrio, maturidade e fora do período eleitoral, de forma que seja discutida com a devida profundidade e responsabilidade que o tema requer. A CNI também pede maior prazo e previsibilidade na proposta de transição.

“Nós viemos aqui atrás de uma solução. Não viemos, de forma nenhuma, contestar ou reclamar. O que nós queremos é a solução para o Brasil, a solução para a economia de uma forma segura, tranquila e sustentável. Uma vez que o texto que está sendo, possivelmente, aprovado na Câmara não é condizente com a realidade da economia brasileira, totalmente diverso dos interesses inclusive dos próprios trabalhadores e dos próprios consumidores, o que nós queremos é construir uma solução”, ressaltou o presidente da CNI.

Alban destacou a redução da jornada e o fim da escala 6x1 poderão resultar em um aumento médio de preços ao consumidor entre 6% e 8%, num contexto que já está sofrendo com pressão inflacionária devido à alta dos combustíveis. “Isso, por si só mostra que não se pode discutir um assunto desse, de tamanha seriedade e importância, de uma forma açodada. Esperamos e temos fé que o Senado vai entender isso”, disse Alban, destacando que a solução ideal deve ser de acordo com a realidade do país, especialmente considerando a competitividade e a real produtividade do Brasil, e com a economia e geopolítica mundial.

Skaf afirmou que os setores produtivos têm muitas particularidades e precisam ser ouvidos com mais tempo e profundidade. Ele disse que o presidente Davi Alcolumbre ouviu os empresários com atenção e entendeu que o assunto é complexo e merece ser discutido com mais calma e profundidade.

“Os temas têm que ser debatidos da forma correta, com responsabilidade, com equilíbrio e não de uma forma que esteja motivada por outros interesses, que no caso o interesse e a motivação é eleitoral. Isso é muito prejudicial ao país”, destacou. “Fazer uma reunião com o presidente da Câmara não é ouvir setores. A discussão é uma discussão que não é rápida. Cada setor tem muita coisa a debater, você tem que ter grupo de trabalho, o Senado deveria ter uma equipe técnica aprofundando, ouvindo todos os segmentos, aprofundando os detalhes, vendo o custo-benefício, vendo os interesses do país”, disse o presidente da FIESP.

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