O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, fez nas últimas semanas uma série de reuniões internacionais com o objetivo de estreitar laços comerciais e fortalecer a presença da indústria brasileira no cenário global. Os encontros contaram com embaixadores e autoridades da Turquia, Noruega, México, Alemanha e Moçambique e priorizaram parcerias em setores como o de alta tecnologia, defesa e sustentabilidade.
Para Alban, essas agendas reforçam a relevância do setor produtivo brasileiro para outros países. "A participação do setor produtivo nessas conversas é fundamental para identificar oportunidades, abrir novos mercados e fortalecer parcerias que trazem investimentos, tecnologia e mais competitividade para a indústria brasileira. É uma estratégia importante para ampliar nossa inserção internacional e reduzir a dependência de poucos parceiros comerciais", reforça.
Com o embaixador da Turquia, Halil İbrahim Akça, possíveis acordos de cooperação em áreas como Energia e Defesa foram temas centrais da conversa, especialmente no âmbito de hidrogênio verde e eletrificação industrial. Eles também conversaram sobre a realização de reuniões entre representantes da CNI com membros do Conselho de Relações Econômicas Exteriores da Turquia durante a COP31. Atualmente, o Brasil exporta US$ 2,79 bilhões para o país.
Turquia
Já com o embaixador brasileiro que fica na Noruega, Rodrigo de Azeredo Santos, o debate foi sobre a implementação do acordo Mercosul-EFTA, que prevê a isenção de tarifas para cerca de 97% das transações de bens entre países membros. Ele foi formalmente assinado em setembro do ano passado. A Noruega tem atualmente cerca de 300 empresas atuantes no Brasil com investimentos de US$ 14 bilhões e mais de 120 mil empregos gerados. Alban aproveitou a oportunidade para falar também sobre a atração de investimento norueguês para a transição energética.
Noruega
Na conversa com o embaixador do México, García de Alba Zepeda, o assunto foi ampliação do comércio bilateral e planejamento de uma nova missão empresarial em 2027 para abertura de mercados. O presidente da CNI, Ricardo Alban, aproveitou a ocasião para apresentar também o trabalho do Senai na produção de etanol a partir do agave e a possibilidade de cooperação que isso traz. O México atualmente investe cerca de US$ 20 bilhões no Brasil e o Brasil exporta US$ 7,5 bilhões ao país.
México
Com o embaixador de Moçambique, Alexandre Herculano Manjate, o presidente Alban se dispôs a auxiliar na articulação para atrair empresas brasileiras para o mercado moçambicano e ampliar investimentos no setor farmacêutico e na agroindústria do país.
Moçambique
A agenda também contemplou temas estruturantes com a Alemanha. As conversas com o secretário de Estado do Ministério Federal das Finanças da Alemanha, Björn Böhning, trataram sobre mecanismos bilaterais entre governo e setor privado para reconhecimento do etanol e biodiesel brasileiros nas metas de descarbonização da Alemanha. A CNI também enfatizou seu interesse em acelerar um acordo de bitributação entre Brasil e Alemanha.
Alemanha
As reuniões reforçam a estratégia da CNI de ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional. Os encontros serviram como pontes para conectar interesses do setor produtivo a oportunidades de comércio, investimentos, inovação e cooperação internacional.








