A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promoveu nesta quarta-feira (17) um webinar gratuito para a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) para apresentar o Dashboard de Comércio e Integração Internacional. A plataforma oferece uma visão interativa e abrangente do comércio internacional, de setores econômicos, parceiros e categorias de bens.
Um dos objetivos da ferramenta é facilitar a análise e consulta sobre o desempenho da indústria brasileira no cenário internacional, além de possibilitar o cruzamento estratégico de dados e identificação de janelas de oportunidade.
A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, explica que o painel tem potencial para auxiliar as federações estaduais em tomadas de decisões e defesas de interesse. “Nosso intuito com a ferramenta é possibilitar análises interativas, não apenas estáticas. Ela traz uma visão integrada e dinâmica sobre comércio exterior e fluxos comerciais, o que é essencial para uma atuação estratégica da indústria brasileira no exterior”, explica.
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A Agência de Notícias da Indústria criou uma apresentação em formato de tutorial para mostrar a nova plataforma e guiar o uso das informações.
Webinar discutiu impactos das tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras
O encontrou, que reuniu mais de 80 representantes da indústria, debateu também sobre o cenário atual das tarifas norte americanas nas exportações brasileiras e os possíveis impactos que novas tarifas podem provocar.
De acordo com uma projeção feita pela CNI, caso as novas tarifas propostas pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) entrem em vigor, 31,6% das exportações brasileiras ao país norte-americano teriam uma tarifa de 37,5%, o que representaria um aumento de 27,5 pontos percentuais em comparação à tarifa atual de 10%.
Ainda de acordo com a projeção, outros 3,6% das exportações teriam um aumento de 10% para 12,5%. Considerando também as medidas setoriais da Seção 232 já em vigor, a parcela das exportações brasileiras submetidas a alguma taxação adicional poderia chegar a 54,1%.
“Entender os possíveis cenários que o Brasil pode enfrentar é o primeiro passo para definirmos estratégias de atuação e maneiras de conter impactos que possíveis novas tarifas podem causar na economia brasileira”, explica Constanza.



