A Confederação Nacional da Indústria (CNI) completa hoje 88 anos. A instituição atua nessas quase nove décadas em prol do desenvolvimento da indústria nacional e em defesa de melhores políticas industriais, da inovação e da formação de trabalhadores qualificados. O setor industrial se mostra imprescindível para o país superar obstáculos e buscar o caminho do crescimento.
Principal entidade de representação da indústria nacional, a CNI responde por mais de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, quase 68% das exportações de bens e serviços e emprega 12 milhões de brasileiros.
Desde 1938, ela representa a indústria brasileira, articulando políticas públicas voltadas para a estruturação, o fortalecimento e a competitividade do setor, e para o consequente desenvolvimento econômico e social do país. A CNI tem importante atuação junto aos Três Poderes na defesa dos principais interesses do setor produtivo.
O presidente da entidade, Ricardo Alban, destaca que o momento geopolítico tem mostrado cada vez mais a importância da indústria para a economia dos países. “A indústria é a mola propulsora para o crescimento econômico e para a conquista do desenvolvimento social.”
“Parabenizo cada industrial e industriário por esses 88 anos de persistência, de luta e de conquistas. Vamos continuar trabalhando muito para que cada indústria instalada no Brasil possa encontrar seu espaço, sua competitividade e recuperar a produtividade perdida”, destaca.
Alban defende que a política industrial que passa por processo de modernização no Brasil seja transformada em uma política de Estado, que permite planejamento e continuidade das ações voltadas ao crescimento da indústria nacional.
Defesa de interesses junto aos Três Poderes
Anualmente, a CNI lança suas agendas Legislativa e Jurídica, que reúnem respectivamente os principais projetos de interesse do setor que tramitam no Congresso Nacional e as ações monitoradas pela instituição no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde a promulgação da Constituição Federal em 1988, a entidade passou a ter atribuição para representar a indústria junto à Suprema Corte.
Além da relação constante com integrantes do Legislativo e com o Judiciário, a CNI tem atuação junto ao Poder Executivo, por meio de interlocução frequente com os mais diversos órgãos, como o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério de Minas e Energia (MME).
Neste ano de 2026, a CNI elaborou o documento Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis, que foi entregue aos candidatos à Presidência da República. A instituição considera a participação ativa da indústria no debate eleitoral essencial para assegurar que temas estratégicos estejam presentes na agenda dos candidatos ao Palácio do Planalto. Ao oferecer propostas concretas e tecnicamente embasadas, a CNI busca contribuir para a construção de políticas públicas mais eficazes, alinhadas às necessidades do setor produtivo e da sociedade, além de fornecer subsídios objetivos para a incorporação de medidas nos programas de governo e para a orientação dos trabalhos das equipes de transição.
A força da indústria brasileira em números
é representado pela indústria
de bens e serviços são da indústria
em pesquisa e desenvolvimento (P&D) é realizado pela indústria
arrecadados vêm da indústria
vem da indústria
são empregados pela indústria, o equivalente a 20% dos empregos formais do Brasil
O presidente da CNI enfatiza que o setor é essencial para o fortalecimento da economia brasileira. “A indústria transforma recursos em produtos e as ideias em realidade, impulsionando a prosperidade e a competitividade que tanto almejamos para o nosso país. Não existe país forte sem indústria forte”, pontua.
“A indústria, em sua essência, não é apenas um conjunto de fábricas e máquinas. Ela é o motor da inovação, a fonte de empregos de qualidade e a catalisadora do desenvolvimento socioeconômico. É a indústria que transforma recursos em produtos e as ideias em realidade, impulsionando a prosperidade e a competitividade que tanto almejamos para o nosso país”, acrescenta Alban.
Para o presidente da CNI, o crescimento sustentável e a inserção competitiva do Brasil na economia global dependem de um setor industrial forte, inovador e alinhado com as demandas do século 21, em especial as relacionadas à sustentabilidade. “A Nova Indústria Brasil é um marco estratégico para a reindustrialização e o desenvolvimento sustentável do país. O plano oferece um caminho e cria instrumentos para lidar com os grandes desafios globais atuais – transição energética, inovação tecnológica e tensões geopolíticas –, além de potencializar cadeias produtivas-chave para nossa economia”, diz.
Confira aqui material completo sobre o aniversário de 88 anos da CNI: https://noticias.portaldaindustria.com.br/reportagens-especiais/88-anos-cni/



