Conheça os bastidores da campanha Custo Brasil

Jurássio, Tributássio e cia. Com conceitos lúdicos e bem-humorados, mostramos como os tributos, a burocracia e a infraestrutura precária se transformam em vilões que atrapalham a vida das empresas e pesam no bolso dos brasileiros

Time multidisciplinar da Diretoria de Comunicação da CNI responsável pela campanha.

Se a gente entrar no mundo das figuras de linguagem e criar uma fisionomia para os “juros”, ele vira facilmente um bicho papão, com cara brava e voz rouca, como quem diz: “Quer me alcançar? Vai ter que suar”.

Embarcamos nessa brincadeira de dar “cara” ao conjunto de dificuldades e gastos extras que as empresas enfrentam para produzir e vender no país e, assim, criamos uma campanha bem-humorada de Raio-X do Custo Brasil para esclarecer como o peso dos tributos, da burocracia e da infraestrutura precária atrapalha a vida dos brasileiros.

As equipes de diferentes áreas da Diretoria de Comunicação (Dircom) da Confederação Nacional da Indústria (CNI)  se uniram para desenvolver uma proposta criativa sobre o tema. Muito brainstorming e tcharam! “Nasceu primeiro o conceito do Raio-X do custo. A ideia era mostrar onde estava impactando a vida da população, de forma fácil de entender, e uma das premissas era que fosse lúdico”, explica Felipe Victer, Product Owner.

Monique Cavalcante é UX Writer do time do Felipe e foi quem deu o start nos vilões do Custo Brasil. “Em uma sexta falamos do assunto e fomos embora com esse assunto na cabeça. Entrei no carro e comecei a pensar, pensar, fui distante e voltei. E veio um monstrinho na minha cabeça. Nos juntamos, as pessoas foram complementando, as ideias foram se casando, e eles foram criando vida”, conta Monique.

Felipe Victer (PO), Marcus Matsutani (UI e dev front-end), Gabriel Loureiro (UX), Monique Cavalcante (UX writer), Cristiano Zaninni (Gerente de performance) e Pedro Paulo (Analista de performance e web analytics)

Conheça os personagens da campanha

Tributácio: aquele sedento por dinheiro, presente em toda cadeia produtiva

Jurássio: pesadão e antigo, como um dinossauro, deixando tudo mais caro

Custo-circuito: se alimenta de encargos e aumenta a conta de luz da casa das pessoas

Burocratus: um vilão lento e contrário à modernização do país

Infradonha: a preguiçosa que prefere o caminho mais esburacado

Baiacusto: chefe dessa turma da pesada, é a praga que infla os preços de tudo que compramos, usamos

Inteligência Artificial e integração como aliadas no processo

Essas carinhas ganharam cor, características e expressões com a ajuda da inteligência artificial, explica Gabriel Loureiro, do time de Digitais. “A inteligência artificial já faz parte do dia a dia e isso mudou muito o operacional para melhor. E, nesse caso, da campanha, eu tinha uma referência de um joguinho de videogame, que tem umas bolinhas, e a partir dessa referência desdobramos para os monstrinhos nesse formato”, conta Gabriel.

Ariadne Sakkis, gerente de Imprensa da CNI, ajudou a dar nome e cara ao personagem do juros, o Jurássio. “É um assunto que por mais que esteja sendo discutido há anos, não há muitos avanços. Demorou-se 30 anos para chegar a uma reforma tributária, por exemplo, e é algo que ainda vai demorar. É moroso e é complexo se pensar nisso, mas quando o assunto é fechar as contas do mês, todo mundo entende, não é? Os personagens são a forma lúdica e bem-humorada de falar de tudo isso e de aproximar o assunto das pessoas para que todos entendam o impacto disso no dia a dia”, explica.

Estratégia e desdobramento

Com a equipe de vilões desenhada, parte do caminho estava feito. Veio o planejamento para as redes sociais da CNI, com desdobramentos em ações interativas, mais de 15 ações foram desenvolvidas pela Superintendência de Publicidade e Mídias Sociais para o lançamento da campanha. Até joguinho de pacman com os vilões do Custo Brasil aparecerá nas timelines. "Com uma linguagem pop, mostramos que até os temas mais densos podem ser explicados de forma acessível e leve. Nas redes sociais, construímos uma narrativa com personagens que, por meio de humor, metáforas e exemplos do cotidiano, revelam que o Custo Brasil está presente na vida de todos, e não apenas no universo das empresas", diz Fernanda Siqueira, coordenadora de Estratégia de Publicidade e Redes Sociais da CNI.

Os funcionários e colaboradores da CNI que olharem por aí também serão surpreendidos por um ou outro vilão nas TVs internas da companhia, nos e-mails e na intranet. 

Coordenar e planejar a integração da campanha com as outras áreas e canais da CNI foi uma tarefa da galera do Guilherme Queiroz, gerente de Comunicação Integrada, Planejamento e Inteligência. “Estamos sempre pensando em como os canais podem integrar e trabalhar juntos. Essa campanha foi um exemplo desse esforço porque todo o time da Dircom está envolvido, cada um com sua expertise, e isso fez o sucesso da campanha”, conta.

Corre aqui porque tem curiosidade por trás do assunto!

Uma informação de bastidor interessante é a que explica como surgiu o termo Custo Brasil. Foi em 1995, no ano seguinte ao lançamento do Plano Real, ano em que a CNI promoveu um seminário e o tema virou assunto de um debate em âmbito nacional. Participaram empresários, economistas e parlamentares. O evento foi uma oportunidade de discutir sobre o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que, já naquela época, atrapalhavam o ambiente de negócios no país. Um conjunto de “vilões” que pesa os custos das empresas e dificulta os investimentos.

A campanha Raio-X do Custo Brasil entra no ar nesta segunda-feira (15). E os vilões também já chegaram nas redes da CNI e aqui, na Agência de Notícias da Indústria. Não perca!

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