Empresa gaúcha e SENAI desenvolvem telha fotovoltaica

Telha foi lançada em Porto Alegre nesta quinta-feira (1º). Produto é fruto do Edital de Inovação para a Indústria
A eficiência energética da telha é de aproximadamente 15,9 %, apresentando 15W de potência

A empresa Forte Indústria e Comércio de Artefatos Plásticos Ltda, de Canoas, no Rio Grande do Sul, lançou, nesta quinta-feira (1º), a Green Tile  - telhas fotovoltaicas. O projeto é fruto do Edital de Inovação para a Indústria de 2017 – do SESI, SENAI e Sebrae -  e foi desenvolvido em um ano e oito meses, em parceria com o Instituto SENAI de Tecnologia em Petróleo, Gás e Energia. O lançamento ocorreu durante a 22ª Construsul, realizado no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre.

A ideia inicial das telhas foi de Gustavo Disegna, que esteve na China e percebeu que a geração de energia era uma tendência. Ao ter conhecimento do Edital, buscou o SENAI. No Instituto de Tecnologia da instituição ele conseguiu a parceria para o desenvolvimento do que tinha imaginado. Outro Instituto SENAI, o de Inovação em Engenharia de Polímeros, participou com o material da estrutura das telhas (um compósito polimérico) e os testes.

O resultado é um produto que substitui a telha, a estrutura e o painel fotovoltaico. “Além disso, ele gera corrente contínua, bastando um inversor para que faça a conversão para corrente alternada. E está pronto para o uso. A eficiência energética da telha é de aproximadamente 15,9 %, apresentando 15W de potência”, explica Marcelo Albuquerque, responsável pela gestão do projeto e parte elétrica do SENAI.

Outra vantagem, segundo Disegna, é que, ao contrário do painel, quando há sombra em alguma parte da telha, apenas aquela deixa de gerar energia. “As telhas são independentes, de fácil instalação e que podem ser alternadas com as comuns, já que tem o mesmo tamanho padrão, encaixando-se em qualquer telhado”, ressalta. A Green Tile é a primeira telha fotovoltaica do Brasil e já  tem a patente de Propriedade de Design Industrial. Conforme Disegna, neste momento há mil peças disponíveis e até setembro serão 5 mil peças. “Temos capacidade atual de fabricar até 5 mil peças/mês, com possibilidade de expansão para 100 mil peças/mês”, disse Disegna.

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