Aluno do SESI cria marcapasso que funciona sem bateria convencional

Protótipo utiliza nanogeradores que produzem energia suficiente para alimentar o equipamento. Paciente não precisa passar por cirurgias regulares para
Projeto desenvolvido por Gustavo Veras (à direita), sob a orientação dos professores do SESI, participou do Prêmio “Sua Ideia Steam Vale Ouro”

O aluno Gustavo Veras, que concluiu o ensino médio na Escola SESI José de Paiva Gadelha, na cidade de Sousa (PB), em 2019, desenvolveu um marcapasso que gera energia sem a necessidade de uma bateria convencional. O protótipo utiliza nanogeradores que produzem energia suficiente para alimentar o equipamento, por isso não existe a necessidade do paciente passar por cirurgias regulares, muitas vezes complexas, para a troca de bateria. 

“A ideia do projeto surgiu durante a Olimpíada do Conhecimento. Minha equipe apresentou um projeto que gerava energia elétrica, através da energia mecânica. Fizemos algumas modificações, e descobri que poderia aplicar o projeto num marcapasso, para que ele tivesse uma produção autônoma de energia, sem a necessidade de uma bateria. Ou seja, o paciente não precisa ir ao hospital para fazer a troca regular dessa bateria, descartando a necessidade de passar por cirurgias muitas vezes complexas”, explicou o estudante.

Intitulado “Heartfire: Marcapasso Pyroelétrico “, o projeto aplica o conceito de “energy harvesting” (coleta de energia), que busca melhorar dispositivos de baixo uso energético, como o marcapasso. Um exemplo dessa aplicação está na coleta do calor do corpo humano para suprir a demanda energética de marcapassos.

O projeto desenvolvido por Gustavo Veras, sob a orientação dos professores Francisco Tiago e Denise Ramos participou do Prêmio “Sua Ideia Steam Vale Ouro”, realizado pelo SESI/PB. Na edição de 2019, ele foi escolhido entre os projetos da Paraíba para o 4º Encontro Nacional do Sistema Estruturado do Serviço Social da Indústria (SESI) Programando o Futuro.

“Este trabalho de pesquisa tem aplicação de novos paradigmas, que nunca foram utilizados nessa área. Apesar de existirem algumas pesquisas já trabalhando com geração energética em marcapassos, elas envolvem cirurgias complexas que não podem ser aplicadas em todos os pacientes, enquanto nosso projeto evita essa exposição do paciente ao risco”, enfatizou Gustavo.

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