Há dois anos, em meio ao frenesi da COP28, em Dubai, eu buscava histórias diferentes, algo que respirasse leveza entre tantos números, metas e acordos. Foi assim que encontrei um “maluco beleza” vestido de Papai Noel.
Mas não era um Papai Noel comum: ele era o Sustaina Claus, o Papai Noel da Sustentabilidade🎄.
Naquele dezembro de 2023, o Ártico derretia a olhos vistos, e o bom velhinho, preocupado com o calor e o degelo, decidiu abandonar o Polo Norte para se juntar à luta contra as mudanças climáticas. Acostumado a receber pedidos, ele tinha resolvido escrever uma carta à humanidade, um apelo por um futuro mais verde.
Naquela ocasião, conversamos com o canadense Phillip McMaster, que dizia participar das conferências do clima desde a COP21, em Paris. Ele circulava por Dubai com seus companheiros inseparáveis: o Low Carbon Panda (LCP), um urso de pelúcia símbolo da redução da pegada de carbono, e o galo Roger que, segundo ele, trabalhava para “acordar” a sociedade para a urgência climática.
O resultado daquela conversa foi uma matéria, publicada pela Agência de Notícias da Indústria, perguntando: qual seria o pedido do Papai Noel para o clima?
A gratidão que voltou com o vento da Amazônia
Depois da COP28, não tive mais notícias dele. Até ontem.
Ao chegar para cobrir a COP30, em Belém, em um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lá estava ele: Sustaina Claus.
O reencontro foi completamente inesperado. Ele havia procurado onde a CNI estaria na conferência para agradecer a matéria de 2023. No meio de tantas negociações complexas, de discussões sobre os trilhões necessários para financiar a transição verde e de painéis sobre clima e saúde, aquele momento foi um lembrete: as histórias humanas também movem o mundo.
A nova missão: dar voz às crianças
Se, na primeira vez, o Papai Noel sustentava uma lista de pedidos próprios, o sonho de ver o planeta curado, agora, dois anos depois, ele se tornou o mensageiro de outros pedidos.
O Sustaina Claus está reunindo cartas de crianças de todos os continentes, com desejos e promessas para um futuro sustentável. Trocou o saco de presentes por um saco de cartas e, com isso, transformou o símbolo do Natal em um gesto coletivo de esperança.
É como se tivesse passado de quem faz pedidos a quem os leva adiante. Se sua presença em Dubai representava a urgência de salvar o lar ameaçado no Polo Norte, sua volta em Belém carrega um novo significado: o de lembrar aos líderes mundiais para quem essas negociações realmente acontecem.
Afinal, a maior lista de presentes que a humanidade precisa entregar não é feita de brinquedos, mas de ações por um planeta equilibrado, respirável e justo.
E quem melhor para nos lembrar disso do que um Papai Noel que mede a temperatura do planeta, mas também a temperatura da esperança?
CNI na COP30
A participação da CNI na COP30 conta com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Serviço Social da Indústria (SESI).
Institucionalmente, a iniciativa é apoiada pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), First Abu Dhabi Bank (FAB), Sistema FIEPA, Instituto Amazônia+21, U.S. Chamber of Commerce e International Organisation of Employers (OIE).
A realização das atividades da indústria na COP30 recebe o patrocínio de Schneider Electric, JBS, Anfavea, Carbon Measures, CPFL Energia, Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Latam Airlines, MBRF, Pepsico, Suzano, Syngenta, Acelen Renováveis, Aegea, Albras Alumínio Brasileiro S.A., Ambev, Braskem, Hydro, Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Itaúsa e Vale.




