Da produção agrícola ao consumo, a sustentabilidade tem se tornado o fio condutor que conecta o campo, a água e o futuro do planeta. O tema foi destaque do painel “Do grão ao gole: agricultura sustentável que conecta campo, água e futuro”, realizado nesta terça-feira (11), no estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante a COP30, em Belém (PA).
O debate reuniu especialistas, representantes do setor produtivo e pesquisadores para discutir como práticas agrícolas sustentáveis podem garantir segurança alimentar, reduzir a pressão sobre os recursos hídricos e fortalecer a economia rural em um cenário de mudanças climáticas.
Durante o encontro, foram apresentadas experiências de campo que mostram como o uso responsável da água, o manejo regenerativo do solo e a rastreabilidade da cadeia produtiva têm transformado a forma de produzir alimentos e bebidas no Brasil.
O conceito “Do grão ao gole” simboliza essa integração entre inovação, natureza e consumo consciente, conectando produtores, indústrias e consumidores em um mesmo propósito: produzir mais, com menos impacto ambiental.
O vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev, Felipe Baruque, destacou o papel da colaboração e da inovação para impulsionar a agricultura regenerativa no país.
“A gente conversou bastante sobre colaboração, inovação e de como uma escuta ativa pode trazer avanços para o ecossistema todo. Trouxemos a perspectiva do agronegócio, focando em como a agricultura regenerativa se enquadra em um equilíbrio entre mais produtividade, mais qualidade, mais rentabilidade para o produtor, mas também com uma economia de mais longo prazo, preservando o ambiente. Isso só será possível com muita dedicação, parceria, customização e inovação”, afirmou.
Segundo Baruque, os resultados obtidos em propriedades rurais que já adotam práticas regenerativas comprovam o potencial dessa transição para uma produção mais sustentável e eficiente.
“Sobre a emissão de carbono, em uma amostragem pequena nos nossos campos, vimos que as práticas regenerativas entregaram entre 30% e 60% de menos emissão de carbono comparado às não regenerativas. Então, ela é boa para tudo: gera mais produtividade, mais qualidade, menos risco e reduz a emissão de carbono. É um grande diferencial, um grande legado, especialmente no Brasil, que já têm práticas regenerativas”, completou.
Além dos ganhos ambientais, as iniciativas têm gerado benefícios sociais e econômicos, como o fortalecimento da agricultura familiar, a criação de empregos verdes e o incentivo à valorização dos territórios rurais. Mais do que um conceito, “Do grão ao gole” é um movimento que conecta inovação, natureza e pessoas.



