Pela primeira vez, equipe brasileira chega à final da maior competição educacional de STEM do mundo

A equipe Pegasus, do SESI Bahia, conquistou o segundo lugar da fase eliminatória na STEM Racing World Finals 2026; já a equipe Hyoku, do SESI Espírito Santo, conquistou o prêmio Melhor Portfólio de Empreendimento

A equipe baiana Pegasus conquistou o segundo lugar na disputa, ficando a apenas dois milésimos da campeã BAZ Racing, da Arábia Saudita. Foto: Divulgação/STEM Racing

Terminou em Singapura, nesta quarta-feira (7), a STEM Racing World Finals 2026, maior competição internacional educacional de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

A equipe baiana Pegasus, em sua primeira participação no mundial, superou 32 equipes no Knockout Competition (fase eliminatória) e ficou entre as quatro melhores equipes do mundo. A escuderia, que conquistou o segundo lugar na disputa, registrou 1,212s, ficando a apenas dois milésimos da campeã BAZ Racing, da Arábia Saudita.

O estado do Espírito Santo também foi destaque na competição. Pelo segundo ano seguido, a equipe Hyoku conquistou o prêmio de Melhor Portfólio de Empreendimento (Best Enterprise Portfolio), tornando-se bicampeã mundial nessa categoria. No Brasil, o Serviço Serviço Social (SESI) é parceiro do projeto social e de educação Projetando Futuro para representar o STEM Racing™, antigamente chamado de F1 in Schools.

O evento, que reuniu 83 equipes de mais de 30 países na Ilha de Sentosa, em Singapura, aconteceu entre os dias 3 e 7 de outubro. Os alunos participantes passaram por uma preparação rigorosa em competições iniciais de engenharia, empreendedorismo, gestão de projetos, apresentações orais e corridas.

Cada equipe projetou, fabricou e testou um carro de Fórmula 1 em miniatura de poliuretano para disputar corridas que duram pouco mais de um segundo e com vitórias frequentemente decididas por milésimos de segundo. Nesta edição, o Brasil foi representado pela Scuderia Pegasus, do SESI da Bahia; SESI Team Hyoku e SESI CPX Racing, do SESI do Espírito Santo; e pela Alpha Scuderia, do SESI de Santa Catarina.

Para o treinamento para o mundial, as equipes do SESI são formadas por estudantes a partir dos 9 anos, que são responsáveis por projetar protótipos de carros de Fórmula 1 em software 3D.

Os carros usinados pelas equipes contam com cápsula de CO₂, e são capazes de atingir até 70 km/h e disputam corridas em uma pista de 20m. Também é preciso criar identidade de marca, desenvolver plano de negócios e apresentar tudo para a banca avaliadora, como uma startup de verdade.

Histórico de vitórias brasileiras em STEM Racing

Na etapa mundial de 2025, realizado também em Singapura, os brasileiros superaram 83 times de 33 países e conquistaram dois prêmios.

A Alpha Scuderia foi reconhecida com o Prêmio de Melhor Pit, que celebra toda a criatividade, inovação e dedicação dos estudantes na construção do espaço. No STEM Racing, o Pit Display representa uma verdadeira vitrine da identidade da equipe e do trabalho desenvolvido pelos jovens para a competição.

O time catarinense também foi indicado para premiações nas categorias: Escrutínio FIA e Aplicação em Gerenciamento de Projetos.

Já a também campeã desta edição, Hyoku, venceu na categoria Portfólio de Empreendedorismo, que analisa aspectos como plano de negócios, marketing, patrocínio e sustentabilidade. No ranking geral do mundial, a Alpha garantiu a 5ª posição e a Hyoku garantiu o 7º lugar. Esses desempenhos reforçam o alto nível de competitividade dos times brasileiros no cenário internacional do STEM Racing.

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