Invasão da robótica no Pará

A partir desta sexta-feira (31), SESI Ananindeua recebe a etapa regional do Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League
As melhores equipes da fase regional garantem vaga na etapa nacional do torneio

A cidade de Ananindeua, na grande Belém, sedia nesta sexta-feira(31) e no sábado (1º), a etapa regional do Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League. Desde dezembro do ano passado, a etapa regional da competição já passou por São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Goiás, e, agora, estará pela primeira vez em terras paraenses.

Ao todo, 22 equipes vão disputar uma vaga no Festival SESI de Robótica, que será realizado de 6 a 8 de março, em São Paulo. Extremamente empolgadas em ter um torneio de robótica “em casa”, as equipes são de cidades como Santarém, Paragominas e Marabá, além de equipes de outros estados, como Maranhão e Amapá.

De acordo com a gerente de Educação do Serviço Social da Indústria (SESI) do Pará, Márcia Argueles, a movimentação dos estudantes para participar do torneio superou todas as expectativas. “Aqui em Belém não se fala em outra coisa. Tem município que já fretou cinco ônibus para trazer os estudantes pra cá”, afirma.

Estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI) e de escolas públicas e particulares disputarão provas em robótica

Além das escolas da rede SESI, a gerente explica que também estão inscritas equipes de escolas estaduais e municipais, além de escolas particulares e ONGs, as chamadas equipes de garagem. “Nós promovemos cursos, apadrinhamos equipes, cedemos material, fizemos de tudo para envolver o maior número de estudantes possível”, explica.

Entre as iniciativas para despertar o interesse dos jovens pela disputa regional, foi realizado, inclusive, um pré-torneio em um shopping da cidade e contou com vários visitantes.

Quer saber o porquê de tanta emoção? É só ir no Torneio SESI de Robótica

Estudantes do Amapá chegam para o regional de robótica

Os alunos da escola SESI Amapá chegam em Belém cheios de energia para o regional de Ananindeua.

O aluno Breno Cabral, da equipe Marco Zero Robotics, está ansioso e confiante para a competição. “Integrar a equipe Marco Zero Robotics me permite conhecer novas pessoas, viajar e adquirir nossos conhecimentos sobre robótica e outras culturas. Estou ansioso para competir e também aprender mais sobre construção, ganhar e passar para a etapa nacional”, disse.

Nesta temporada, com o tema City Shaper (cidades inteligentes e sustentáveis), os robôs vão atuar, por exemplo, com guindastes, elevador de obras, drone de inspeção, construções em aço e liberação de pistas com engarrafamentos. Tudo de forma lúdica, simulando situações reais. É o Desafio do Robô

Os robôs, projetados e construídos pelos próprios alunos, também são avaliados na categoria Design do Robô. Os times podem utilizar sensores de movimento, cor, controladores e motores. Os juízes levam tudo isso em consideração, além da estratégia e programação.

Os juízes avaliam ainda o Projeto de Inovação, que é a solução inovadora sobre o desafio da temporada. O projeto é apresentado para os outros competidores e o público visitante nos torneios de robótica. Por fim, na categoria Core Values, os estudantes precisam mostrar que sabem trabalhar em equipe, com inclusão, diversão e inovação.

Depois é a vez do torneio regional da Bahia

O regional da Bahia será no dias 8 e 9 de fevereiro. Os alunos das equipes Robocamb (Escola SESI Cambona) e Roboben (SESI/SENAI do Benedito Bentes) intensificam a preparação para a etapa que acontece em Salvador.

Mas, a viagem acontece dois dias antes, quando eles embarcam para a capital baiana, onde antecipam a preparação, organização das equipes e reforçam a concentração, totalmente voltados para o campeonato.

Se a preparação é intensa, a expectativa está gigantesca. “A equipe SESI Robocamb é, dois anos seguidos, a campeã desse torneio e a esperança é buscar o tricampeonato e uma vaga para a etapa nacional”, disse o treinador Victor Dantas.

Os alunos da SESI Robocamb desenvolveram um projeto inovador que usa raspa de pneu, juntamente com uma resina e um catalisador, criando uma nova estrutura para os telhados que hoje são feitos de madeira. O material aumenta a resistência dos telhados e evita desabamentos.

Já a equipe SESI/SENAI Roboben, treinada pelo professor Eduardo Monteiro, pensou numa cerâmica para uso hospitalar com esmalte antibacteriano. O objetivo é reduzir o índice de infecção hospitalar que, segundo a pesquisa, causa 100 mil mortes no Brasil anualmente.

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