Formado no SESI, jovem baiano conquista vaga para feira científica nos EUA

O ex-aluno do SESI da Bahia Kenisson Brito, da unidade de Vitória da Conquista, foi um dos premiados na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

Projeto de Kenisson Brito conquistou o 1º lugar na categoria Ciências Agrárias com projeto de controle de fungos em grãos de café no pós-colheita

O estudante baiano Kenisson Morais Brito, do Serviço Social da Indústria (SESI) de Vitória da Conquista (BA), conquistou uma vaga para a International Science Engineering Fair – ISEF, feira científica pré-universitária que será realizada entre os dias 9 e 15 de maio, em Phoenix, Arizona (EUA). A credencial para o evento veio com a participação do jovem na 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Com o projeto de pesquisa "Anisguard: avaliação multifacetada do extrato de pimpinella anisum como fungicida natural, biofertilizante e alternativa custo-efetiva no controle de penicillium spp. em café pós-colheita", Kenisson ganhou outros dois destaques: ficou em 1º lugar na categoria Ciências Agrárias e rebeceu o Prêmio Destaque Unidades da Federação – Bahia pelo melhor projeto do estado na Febrace 2026. “O sentimento é de muita felicidade e recompensa por todo o trabalho e dedicação ao projeto”, resume o estudante.

Natural de Barra do Choça, na região Sudoeste da Bahia, ele buscou solucionar um problema enfrentado na cidade natal, conhecida pela cultura de café. Com orientação da professora Winne Katharine Rocha e coorientação de Gislaine Santos, dentro das atividades de iniciação científica do SESI Anísio Teixeira, ele frequentou a escola de segunda à sexta-feira, no turno oposto às aulas, ao longo de oito meses, para se dedicar ao projeto.

O AnisGuard é um fungicida sustentável desenvolvido a partir do extrato de sementes de erva-doce para controlar fungos que contaminam grãos de café no pós-colheita.

“Ele atua inibindo a proliferação dos fungos, reduzindo perdas na produção e evitando o uso de químicos sintéticos agressivos”, explica. O produto teve resultado prático, depois de ser testado em três fazendas parceiras de Barra do Choça.

Agora, Kenisson tem pouco mais de um mês para aprimorar o projeto, tornando-o ainda mais competitivo para a ISEF, nesta que será a primeira viagem internacional do jovem. “É muito gratificante sair do país pela primeira vez por motivos acadêmicos”, comemora.

Ao todo, cinco projetos desenvolvidos no Programa de Iniciação Científica do SESI foram finalistas na Febrace. Três deles saíram do evento premiados. Além do fungicida, também ganhou destaque o estudo "Arecê: perfume sólido natural com propriedades insetífugas derivadas da copaíba", dos estudantes Guilherme de Andrade, Beatriz Mota e Gabriela Salomão, do SESI Milton Santos de Camaçari. Orientados pelo professor Igor Felipe Lima, os jovens concorreram na categoria Bioquímica e conquistaram o Prêmio Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBQ).

Na categoria Humanas – Educação, o projeto "Retraçando a Caatinga", das alunas Ananda Giulia Barbosa e Ester Alves de Jesus ficou em 3º lugar na classificação geral em Ciências Humanas. As estudantes do SESI Djalma Pessoa, de Salvador, foram orientadas pela professora Michele Sodré das Neves.

Para a superintendente executiva de Educação e Cultura do SESI Bahia, Clessia Lobo, o resultado da Febrace mostra a robustez do Programa de Iniciação Cientifica, desenvolvido há mais de dez anos no estado. “Os reconhecimentos traduzem a maturidade do nosso Programa de Iniciação Científica, que atualmente envolve mais de mil alunos em nossas doze unidades escolares”, pontua.

Outros finalistas

Os outros projetos finalistas da Febrace concorreram nas categorias Nutrição e Agronomia. A estudante Bianca Mota, da Escola SESI Milton Santos, em Camaçari, orientada pelo professor Igor Felipe Lima, participou da feira com o projeto Pancpan: barrinhas produzidas a partir das plantas alimentícias não convencionais (PANCS) para promover a segurança alimentar nas áreas de subalimentação.

Já o aluno Enzo Guimarães, da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, de Salvador, concorreu com o projeto Photocaf: aplicação da biofotônica na detecção pré-sintomática da ferrugem do cafeeiro, com orientação do professor Yulo Augusto Freitas.

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