O que as empresas mais necessitam neste momento é de crédito, diz Robson Andrade

Presidente da CNI participou de live promovida pela deputada Paula Belmonte. Ele defendeu regulamentação do Fundo Garantidor de Operações para que indústrias acessem empréstimos para sobreviver à pandemia

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que a maior prioridade do setor, em meio à pandemia do novo coronavírus, é garantir o acesso de empresas a empréstimos para que possam sobreviver à crise e manter empregos. Ele participou na noite desta terça-feira (14) de live realizada pela deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF).

“O que as empresas mais necessitam neste momento é de crédito. Mais de 90% delas são micro e pequenas e, por isso, não têm musculatura para aguentar crises como esta”, destacou o presidente da CNI.

Ele defendeu que os poderes Executivo e Legislativo priorizem a regulamentação do Fundo Garantidor de Operações para que tanto bancos públicos quanto privados tenham garantias para fazerem empréstimos. “Precisamos de fundos para garantir esses créditos. O Fundo Garantidor precisa sair do papel. Temos que salvar as empresas agora, pois se deixarmos irem para a UTI não haverá salvação”, acrescentou.

Assista a íntegra da live

Robson Andrade pontuou que a queda no consumo vem atingindo fortemente a indústria durante a pandemia. A expectativa, segundo ele, é que o brasileiro permaneça por um longo período sem consumir supérfluos. Na avaliação do presidente da CNI, a crise gerada pela Covid-19 deixará vários ensinamentos para o setor industrial.

“Estamos aprendendo muito com a pandemia. Infelizmente, precisou vir uma crise desse tamanho que tem tirado a vida de muitas pessoas, mas essa pandemia vai deixar muitas lições e mudanças para o futuro. O que estamos sentindo do lado da economia, da indústria, é que o mundo vai ficar mais restritivo. Os países vão ficar mais fechados numa tendência de proteção as suas economias e aos seus empregos”, disse Robson Andrade.

O presidente da CNI defendeu também uma robusta reforma tributária e de Estado para que sejam criadas as condições para a economia se recuperar e o Brasil voltar a crescer. “Estamos num momento de olhar para o país, porque se não dermos condições de o Brasil dar boa educação e saúde para a população não sairemos do lugar”, enfatizou.

Grandes mudanças nas relações do trabalho

Também presente na live, o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA), Jamal Bittar, afirmou que a pandemia provocará grandes mudanças nas relações do trabalho. “Estamos enxergando a quantidade de pessoas que podem trabalhar fora do ambiente de trabalho. Muitas vezes não deixa de haver ganho de produtividade e também notamos ganhos como, por exemplo, a redução de pessoas usando o transporte”, frisou. 
    
Jamal Bittar ressaltou a importância do crédito para as indústrias neste período de crise. Segundo ele, o Estado precisa colaborar para que empresas sobrevivam à pandemia. “A mão do Estado deve ser muito contundente, pois precisamos de crédito em volume e de um programa de incentivo à regularização da situação dos contribuintes”, disse o presidente da Fibra. 

A deputada Paula Belmonte, por sua vez, destacou a importância da indústria para a retomada do crescimento econômico do país. Ela defendeu a redução do tamanho do Estado para que o Brasil tenha condições de se recuperar no pós-pandemia e ampliar investimentos. “O Estado inchado é algo que precisamos combater, pois é propício para a corrupção e gera ineficiência”, afirmou a parlamentar.

A Indústria contra o coronavírus: vamos juntos superar essa crise

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