O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, considera o momento inadequado para a tramitação do projeto que reduz a jornada de trabalho. A CNI avalia como inoportuna a possibilidade de o Senado colocar o tema em votação durante o próximo esforço concentrado do Congresso Nacional, que será entre 31 de agosto e 4 de setembro.
“Esse debate com a sociedade e os setores da economia precisa ser feito e aprofundado, mas não neste momento. Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas”, enfatizou Alban.
A CNI reconhece como legítima a discussão sobre jornada e escala de trabalho, mas defende que eventuais mudanças no tema considerem as profundas diferenças entre setores, atividades e processos produtivos – o que requer mais tempo de discussão e uma apreciação sem as pressões do momento político. Para Alban, a negociação coletiva deve permanecer como instrumento central de definição das jornadas e escalas, permitindo soluções adequadas à realidade de trabalhadores e empresas.



