Professores que amam educar fazem a diferença na vida de estudantes da rede SESI

Recentemente, o vídeo da professora do SESI cumprimentando seus alunos na entrada da aula viralizou nas redes sociais e emocionou muita gente
“Eu faço muitas dinâmicas, uso aplicativos de gamificação, e dou muitas aulas práticas” - professor Petrônio

Educar com amor é algo que pode fazer uma diferença grande na vida do estudante, estimulando o aprendizado e melhorando o desempenho. Na rede de escolas do Serviço Social da Indústria (SESI) , são muitos os casos em que essa máxima se comprova. Mas, recentemente, o caso de uma professora chamou atenção de internautas de todo o país. 

Foi o vídeo da tia Cacau, do SESI de São José do Rio Preto (SP), cumprimentando os alunos do 1º ano da educação básica na chegada para a aula. Inspirada por um vídeo parecido de uma professora dos Estados Unidos, a professora auxiliar, Camila Canola Guimarães, estagiária e ex-aluna do SESI, colou na parede três desenhos para uma senha que cada estudante podia escolher antes de entrar: um coração, duas maõzinhas e uma nota musical.

Se o aluno aperta o coração, ganha um abraço, as mãozinhas, um toque de hi-fi, e se escolhe a nota musical, a professora querida simplesmente começa a dançar com o estudante. A reação das crianças com a brincadeira é de uma receptividade tão grande que o vídeo postado por Cacau em seu perfil do Facebook – com a legenda "é sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações", extraído da letra da música Trem-bala, de Ana Vilela - já conta com 14 mil comentários e mais de 470 mil compartilhamentos.

Pelos comentários dos internautas, é possível perceber que o trabalho da professora auxiliar emocionou, não apenas professores e estudantes da rede SESI, como pessoas de todo o Brasil. “Lindo, com amor e carinho podemos construir um mundo melhor, mais humanizado”, disse uma internauta. “Maravilhoso! Que professora abençoada”, disse outro. “Que lindo, me deu até saudade de ser professora”, comentou outra.

A professora conta que estudou 11 anos de sua vida nesta escola do SESI e que sempre foi encatanda com a metogologia. Quando concluiu o ensino médio, foi fazer faculdade de pedagogia e já estava estagiando em outra escola quando foi a uma atividade na escola do SESI rever os amigos e a coordenadora de lá disse “vamos ter uma vaga pra professora auxiliar, Cacau, você quer?” Cacau conta que não pensou duas vezes e aceitou a proposta.

“O SESI sempre foi um parâmetro pra mim porque ele tem uma coisa muito bacana que é esse diferencial dos professores. Ali, eles não são só educadores, são amigos, você tem no professor do SESI um amigo, alguém pra te ouvir, pra te ajudar, um companheiro”, explica Cacau.

Depois que se formar, Cacau pretende buscar uma vaga fixa em alguma escola do SESI, e se manter dando aulas para essa mesma faixa etária: estudantes de 6 e de 7 anos, da alfabetização. “Me encontrei nessa profissão, não me identificaria com nenhuma outra”, conta.

CARINHO E AMIZADE TAMBÉM PARA OS ADOLESCENTES - E por falar em professor amigo, o que dizer de Petrônio Bezerra Gama, professor do SESI Bayex, da Paraíba, que, para estimular seus alunos do ensino médio, se matriculou e foi fazer a prova do ENEM junto com eles? Professor de Biologia e há dez anos no SESI, Petrônio explica que adota estratégias especiais para lidar com os adolescentes. 

“É uma fase de muita mudança pra eles, hormônios aflorando, tendo que ganhar mais responsabilidade com relação à vida, então, eu procuro ser um apoiador dos meus alunos, procuro ter com eles um pacto de respeito e de confiança”, conta ele. Além disso, quem entrar no perfil de Petrônio vai perceber o quanto ele consegue ser divertido em sala de aula, porque as fotos do perfil dele @profpetroniogama sempre mostram ele com seus estudantes num clima de aprendizagem e de animação. “Eu faço muitas dinâmicas, uso aplicativos de gamificação, e dou muitas aulas práticas”, conta.

Como se não bastasse isso tudo, Petrônio também canta, isso mesmo, canta em sala de aula! “Um dia desses estava explicando a fotossíntese e cantei aquela música do Caetano ‘luz do sol’, eles gostaram muito, fizeram vídeo, postaram nas redes sociais”, explica o professor animado. E o resultado disso tudo, professor Petrônio, conta pra gente. “Percebo meus alunos muito mais abertos, muito mais interessados, não preciso ficar perdendo tempo chamando atenção para que eles fiquem em silencio”, explica.

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