A inovação como propósito

Em artigo publicado na Revista Indústria Brasileira, Pedro Wongtschowski, líder da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), destaca que a inovação pode trazer implica um país melhor e mais próspero para todos os brasileiros

Nos últimos treze anos, a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), tem expressado o seu compromisso com a agenda da inovação, reafirmando que esta é uma pauta empresarial. As empresas inovam porque sabem que quem não inova sucumbe, mas não só por isso. Há um propósito maior or trás desse movimento: construir uma indústria mais forte, o que implica um país melhor e mais próspero para todos os brasileiros.

Aprendemos que uma economia saudável pressupõe um ambiente propício aos negócios e sólidas políticas econômicas. Também sabemos que a principal mola que impulsiona a produtividade e o crescimento econômico é a inovação. Sem inovação, o país estará destinado ao fracasso.

O Brasil merece algo que aponte para o futuro. Temos uma agenda de competitividade, que também é de inclusão social e de sustentabilidade. Não haverá futuro para o país sem reduzir as desigualdades e sem compromisso com a saúde do planeta.

Poderíamos ser um exemplo em termos de sustentabilidade, com nossa matriz energética limpa, com a Amazônia brasileira, que é essencial para o clima global. Nossa agricultura é capaz de fornecer soluções sustentáveis para alimentar o mundo, mas precisamos estancar o desmatamento ilegal, coibir a exploração clandestina de minérios e dar um fim à ocupação à margem da lei de reservas ambientais e indígenas.

O setor empresarial está pronto para ajudar a construir um país melhor, dar ideias, contribuir com o debate e sugerir temas, políticas e ações que tirem o país do imobilismo e evitem falsas soluções milagrosas. Temos a convicção de que a melhor receita para o sucesso é uma sólida parceria entre um governo ativo e uma iniciativa privada empreendedora.

A pandemia nos ensinou muito e vai nos legar o aprendizado de que podemos fazer mais do que normalmente fazemos. Temos, ainda, que superar a desigualdade no acesso a soluções, em especial nos países mais pobres.

No Brasil, demos grandes exemplos. Nossos institutos e universidades aceleraram seus desenvolvimentos e ofereceram soluções eficazes à pandemia. Nas empresas, demos resposta exemplar de solidariedade e de compromisso com a sociedade. Grande volume de recursos financeiros foi canalizado para ações sociais. Aliamo-nos às agências públicas no financiamento da pesquisa por vacinas e novos procedimentos, além do monitoramento da doença.

Não sabíamos que éramos tão capazes diante de um desafio descomunal, mas a inovação é o nosso mote. Foi por isso que, durante o 9º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado pela CNI e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a MEI divulgou um manifesto reforçando a importância da inovação como principal estratégia para a retomada do desenvolvimento econômico do país. O que nos engaja nessa agenda é nosso propósito de melhorar o Brasil e o mundo.

*Pedro Wongtschowski é líder da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ultra.

O artigo foi publicado na Revista Indústria Brasileira.

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência de Notícias da Indústria têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previamente, pelo e-mail [email protected] As opiniões aqui veiculadas são de responsabilidade do autor.

Relacionadas

Leia mais

Faturamento e emprego na indústria têm sequência de altas interrompida em fevereiro, diz CNI
CNI celebra 200 anos de Independência e discute o futuro da indústria e do Brasil
Um novo cenário para a inovação

Comentários