Um Sistema que funciona

Em artigo publicado no jornal O Popular (GO), o vice-presidente da CNI Paulo Afonso Ferreira afirma que o Sistema S é imprescindível para o Brasil
"O Sistema Indústria está disponível para dialogar e aprimorar no que for preciso, mas falar em retirar recursos de forma arbitrária e sem critérios, de algo que tem dado certo e que tem servido à sociedade, é muito grave"

Precisamos reconhecer a importância do Sistema S, pois são instituições privadas, mantidas pelas empresas, e que ao longo de vários anos têm dado importante contribuição ao Brasil, com imenso programa sócio educacional, oferecendo ensino de qualidade.

No âmbito da indústria temos o SENAI e o SESI, criados há mais de 7 décadas, sendo referências na educação de crianças, jovens e adultos, na inserção no mercado de trabalho e na qualidade de vida do trabalhador e seus dependentes.

Desde 1942, o SENAI já qualificou mais de 73 milhões de brasileiros e atualmente recebe 2,4 milhões de matrículas ao ano.  O SESI possui cerca de 1,5 milhão de alunos matriculados em educação e atende ao ano 4 milhões de trabalhadores em serviços de saúde e segurança do trabalho.

Conforme pesquisas da CNI, ambos são bem conhecidos pela sociedade e entre os entrevistados, 94% consideram o SENAI ótimo ou bom e 93% afirmam o mesmo em relação ao SESI.

Mais de 80% de egressos do SENAI são contratados imediatamente após a formação profissional, o que comprova a qualidade do ensino. Isso contribui para superar os desafios da má qualidade da educação brasileira.

SESI e SENAI cumprem suas missões com eficiência e transparência, seguindo procedimentos e metas de gratuidade definidos por órgãos de controle, podendo ser consultados a qualquer momento.

Investem grande volume de recursos na formação de professores, em aquisição de novos equipamentos e em modernas estruturas. Cidades que possuem uma unidade do SESI ou SENAI tornam-se referências.

Não é justo que recursos de natureza privada, cuja destinação contribuem para superar desafios em educação, qualificação e desenvolvimento ao país, sejam reduzidos ou desviados para cobrir déficits ou lacunas, frutos da má gestão dos recursos públicos, pois milhares de alunos seriam prejudicados.

O Sistema Indústria está disponível para dialogar e aprimorar no que for preciso, mas falar em retirar recursos de forma arbitrária e sem critérios, de algo que tem dado certo e que tem servido à sociedade, é muito grave. O Brasil possui uma série de desafios para superar e reformas para realizar, devendo ser as prioridades de um governo.

Estamos perdendo em produtividade e competitividade para outros países, cujo sucesso se deu por meio da educação, da inovação e qualificação profissional, principalmente na formação técnica. Por isso não podemos regredir e enfatizamos que o Sistema S é imprescindível para o Brasil.

Paulo Afonso Ferreira é vice-presidente da CNI.

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