Conhecimento e desenvolvimento

Em artigo publicado no jornal O Popular, vice-presidente da CNI, Paulo Afonso Ferreira, destaca a importância do investimento em formação profissional, pesquisa e inovação

Em uma economia global há estreita relação entre conhecimento e desenvolvimento, sendo fundamental para geração de soluções, produtos e serviços à sociedade.

Cada vez mais tem sido exigido das pessoas e empresas ampliarem o conjunto de informações e conhecimentos para fazerem a diferença e responderem às demandas.

A cada instante surgem novos conceitos e formas de se produzir, como inteligência artificial, indústria 4.0 etc. Precisamos fazer uso delas para agregarmos valor aos nossos produtos, inovarmos, sermos mais produtivos e competitivos.

Segundo pesquisas, o Brasil tem enfrentado dificuldades com a geração, retenção e atração de talentos. No ranking do Índice Global de Competitividade por Talentos 2020, da INSEAD, uma das principais escolas de Administração do mundo, o país ficou na 80ª posição entre 132 países pesquisados, demonstrando que estamos perdendo talentos e profissionais qualificados para outros países.

Em relação ao ano anterior, o Brasil caiu oito posições. Estamos ficando para trás em daqueles que têm feito suas lições de casa e se desenvolvido. É um grande prejuízo não conseguirmos atrair e mantermos aqui profissionais talentosos, que buscam oportunidades fora.

Com déficit de mão de obra qualificada para atender novas exigências do mercado de trabalho perdemos competitividade.

Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, para garantir empregabilidade é necessário que a força de trabalho saiba lidar com avanço tecnológico, esteja mais conectada e inserida na economia global.

Cabe uma reflexão sobre a educação, do ensino básico ao superior, sendo imprescindível o desenvolvimento de novas habilidades e preparar pessoas para lidarem com um mercado exigente, aliando teoria à prática, com estímulos para uso da ciência, pesquisa e tecnologia.

As entidades do Sistema Indústria (CNI, SESI, SENAI e IEL) têm atuado com empenho no sentido de contribuir com oferecimento de educação básica, formação profissional, por meio de cursos técnicos, da inovação e da formação de talentos. Como exemplo, podemos citar a premiação de alunos brasileiros do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) na WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo, e do Serviço Social da Indústria (SESI), em torneios internacionais de robótica.

Grandes investimentos estão sendo feitos pelo SESI e SENAI, com ampliação e construção de novas unidades e Institutos SENAI de Tecnologia e Institutos SENAI de Inovação, sempre com o objetivo de gerarem conhecimento e desenvolvimento tecnológico para aumento da produtividade e competitividade das empresas e do Brasil.

Sabemos que temos grandes desafios pela frente, mas não podemos acomodar e nem esmorecer. A geração de conhecimento é um tema que precisa estar na pauta de nossas discussões, buscando união de esforços em todos segmentos da sociedade para que o Brasil avance e seja inserido na vanguarda do processo produtivo.

Paulo Afonso Ferreira é vice-presidente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O artigo foi publicado no jornal O Popular, na edição do fim de semana (8 e 9/2).

REPRODUÇÃO DO ARTIGO - Os artigos publicados pela Agência CNI de Notícias têm entre 4 e 5 mil caracteres e podem ser reproduzidos na íntegra ou parcialmente, desde que a fonte seja citada. Possíveis alterações para veiculação devem ser consultadas, previamente, pelo e-mail [email protected] As opiniões aqui veiculadas são de responsabilidade do autor. 

Relacionadas

Leia mais

CNI e Amcham defendem saída do Brasil da lista de observação dos EUA sobre propriedade intelectual
Barreiras comercias. Onde o produto brasileiro é barrado
Busca por novos mercados ajuda empresas a aumentar receita e a se modernizar

Comentários