Inovação centrada nas pessoas como diferencial estratégico

Em artigo publicado na Revista Indústria Brasileira, Paula Harraca, diretora de Pessoas e Inovação da ArcelorMittal, explica que os verdadeiros responsáveis pela transformação são as pessoas

Vivemos em um mundo em constante transformação e, neste cenário de mudanças aceleradas, não inovar tem se tornado cada vez mais um risco real de sobrevivência para as organizações. Nessa corrida pela inovação, muitas vezes concentramos nossos esforços e investimentos em tecnologias e esquecemos que os verdadeiros responsáveis pela transformação são as pessoas.

Com base nisso, tenho buscado identificar e conceituar os parâmetros que sustentam o que acredito ser o caminho mais autêntico para as organizações evoluírem nessa jornada. Elenco, abaixo, os 5Cs como uma forma de abarcar o que precisa ser contemplado.

O ponto de partida é ter em mente qual é a sua CAUSA. Para que a sua empresa existe? Qual contribuição quer fazer para a sociedade? Organizações surgem justamente a partir dessas questões e é natural que elas continuem definindo as estratégias e guiando os caminhos a serem seguidos.

O passo seguinte é buscar um conhecimento profundo e um entendimento empático sobre quem são os seus CLIENTES. O que é valor para eles? O que você tem a oferecer está alinhado com o que eles precisam? Análises cuidadosas e contínuas permitem a perenidade dos vínculos estabelecidos.

Para poder materializar a causa numa proposta de valor que tenha o foco do cliente, é fundamental contar com um time de COLABORADORES, pessoas que estejam motivadas, preparadas e engajadas a entregar soluções, produtos e/ou serviços que ofereçam a melhor experiência aos clientes. É importante, também, cuidar da cultura organizacional. São comportamentos, sistemas e símbolos que refletem aquilo que é valor para a organização. Isso tudo, e mais o estímulo à "mentalidade do aprendiz” (learning mindset), trará diferenciação à sua estratégia e poderá abrir novas possibilidades.

Como parte essencial do ecossistema, as organizações devem se envolver nas questões relevantes para as COMUNIDADES onde estão inseridas. São elas que acolhem e convivem no dia a dia com a sua empresa, são impactadas pelas atividades e podem criar, juntas, um mundo melhor.

Por fim, cuide do seu CAPITAL. Os investidores e acionistas são a força motora para que o negócio saia do papel e cresça de forma consistente.

No momento atual, em que a velocidade, a hiperconectividade e a transparência são as novas moedas da economia, oferecer uma proposta de valor genuína centrada nas pessoas e estar conectado com o ecossistema ao redor torna-se ainda mais essencial. Esse é o novo mundo, que veio para ficar, e o convite está aberto para todos. Vamos embarcar?

*O artigo foi publicado na edição de fevereiro da Revista Indústria Brasileira.

Paula Harraca é Diretora de Pessoas e Inovação da ArcelorMittal.

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