Robótica, programação e o pensamento computacional na Educação

Em artigo, a gerente-executiva de Educação do Sistema FIEP, Giovana Chimentão Punhagui, detalha a importância de se investir em robótica nas escolas de olho na 4ª revolução industrial
Giovana Chimentão Punhagui é gerente-executiva de Educação do Sistema FIEP

No próximo mês de abril, a Nintendo lançará seu mais novo produto voltado ao público infantil, a Nintendo Labo. Utilizando papelão (sim, papelão!) e switch (console e controles), o objetivo não é apenas apresentar um novo jogo de vídeo game, mas sim permitir que a criança crie seu próprio brinquedo e descubra novas formas de jogar e aprender de forma divertida. Criar, descobrir e colaborar. 

Iniciativas tecnológicas como essa vêm surgindo de forma cada vez mais intensa, instigando a criança a pensar e exercer seu protagonismo criativo. Programação, robótica e pensamento computacional são as novas tendências educacionais para desenvolver habilidades do futuro profissional. Ou seria do presente profissional? Estamos entrando na quarta revolução industrial e, com ela, a transformação digital que traz consigo big data, internet das coisas, inteligência artificial, trabalho em rede e a comunicação ubíqua (onipresente).
 
A influência dessa nova revolução nas transformações sociais e culturais já é uma realidade. Com ela, a acessibilidade à tecnologia ficará cada vez maior, permitindo que qualquer pessoa possa utilizar sensores e internet para fazer suas próprias criações em casa. O mercado de trabalho será automatizado, personalizado e customizado. Isso quer dizer que seremos dominados pelas máquinas e perderemos nossos empregos? Pelo contrário, além de surgirem profissões que ainda não existem, haverá maior necessidade de gerenciar o trabalho em rede e saber resolver problemas. Ficou mais fácil entender agora porque programação, robótica e pensamento computacional são as novas tendências educacionais?

Além de ser atrativo e divertido para a aprendizagem, esses elementos incentivam a curiosidade e o trabalho coletivo e oportunizam o desenvolvimento de resolução de problemas simples e complexos e o raciocínio lógico. O trabalho com códigos e a possibilidade de fazer coisas se mexerem e trazerem objetos até você, são apenas um pequeno passo para programações mais complexas e desafiadoras no futuro. Começar esse desafio desde pequeno é motivar o desenvolvimento de um profissional preparado para contribuir efetivamente para seu meio. 

Robótica na aprendizagem é um dos tópicos utilizados pela Lego para movimentar a transformação digital nas escolas. A chamada Lego Education traz a experiência de utilizar os blocos da Lego e os seus dispositivos de programação para criar situações nas quais os alunos precisarão desenvolver habilidades de programação. Além disso, também promove a competição First Lego League (FLL) que, mediante um desafio mundial, estimula que jovens de 9 a 16 anos criem um projeto que exige, além da programação de seus robôs de Lego, a curiosidade, o trabalho em equipe, a criação e a colaboração (lembra das habilidades necessárias para a quarta revolução industrial que falamos nos primeiros parágrafos?). O desafio desse ano é sobre a água e vai movimentar todo o país. A etapa nacional desta competição acontecerá de 16 a 18 de março em Curitiba, no Paraná.

A transformação digital é uma realidade. Como pudemos perceber, iniciativas para inserção na educação não faltam. Uma educação como essa necessita de uma reinvenção da instituição escolar vigente, sem dúvida. Estamos preparados para isso? Se ainda não estamos, devemos agir rapidamente. A educação 4.0 já está aí, batendo à nossa porta.

Giovana Chimentão Punhagui é pedagoga e mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), certificada pela Universidade de Cambridge para o ensino de língua inglesa e formação de professores. Gerente Executiva de Educação do Sistema FIEP.

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