TARIFAS DOS EUA:

contexto, impactos e os desdobramentos para a indústria brasileira

Um assunto que começou na política, chegou à economia e já afeta empresas, exportações e investimentos; as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros transformaram um tema antes restrito ao comércio internacional em um dos principais assuntos da economia brasileira.

O CONTEXTO EM

POUCOS MINUTOS

O TARIFAÇO NÃO COMEÇOU AQUI...

Desde o primeiro governo Donald Trump, as tarifas passaram a ser usadas não apenas como instrumento econômico, mas também como ferramenta de negociação política e diplomática.

Em vez de apenas proteger a indústria americana, as tarifas passaram a fazer parte da estratégia de pressão dos Estados Unidos sobre diversos países.

A disputa comercial com a China foi o exemplo mais conhecido.

Depois vieram Canadá, México, União Europeia e diversos outros parceiros.

Em 2025, o Brasil entrou definitivamente nessa lista.

Role para baixo

cronologia

A ESCALADA DO TARIFAÇO
ENTRE BRASIL E EUA

Dos primeiros anúncios às negociações em curso: Uma cronologia de quando o tarifaço foi anunciado, como evoluiu e continua influenciando o comércio entre Brasil e Estados Unidos.

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Máquina de Tarifas
Abril de 2025

Início das tarifas recíprocas


O governo dos Estados Unidos anuncia uma taxa básica adicional de 10% sobre diversos países, incluindo o Brasil, fundamentada na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Simultaneamente, estabelece tarifas adicionais recíprocas para economias com as quais os Estados Unidos mantêm déficits comerciais bilaterais elevados. A medida marca uma intensificação da política tarifária norte-americana e amplia as incertezas para o comércio internacional.

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As tarifas aumentaram, E AGORA?!
Maio de 2025

Abertura de investigação sobre o Brasil na Seção 301


O Representante Comercial dos EUA iniciou a investigação no âmbito da Seção 301 sobre práticas comerciais desleais do Brasil, abrangendo temas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

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Jul/Ago de 2025

Pico Tarifário e Alerta na Indústria


Os EUA impõem uma nova tarifa adicional de 40% para o Brasil, elevando a alíquota total de diversos itens para até 50%, com exceções concedidas para bens estratégicos ou cujo encarecimento pressionaria a inflação interna americana. O impacto é imediato: a Sondagem Industrial da CNI registra o primeiro recuo na expectativa de exportações em 21 meses, caindo para 46,6 pontos, com cerca de 10 mil empresas ameaçadas de perder competitividade.

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Novembro de 2025

Primeiros resultados da negociação bilateral


Após o início de negociações diretas entre as presidências do Brasil e dos EUA, o governo americano ampliou as isenções às sobretaxas de 10% e 40% em itens estratégicos, incluindo café, carnes e frutas.

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Fevereiro de 2026

Revés Jurídico e Manobra


A Suprema Corte dos EUA invalida o uso da IEEPA para tarifas amplas, derrubando a taxa de 10% e a sobretaxa de 40% aplicadas ao Brasil. No mesmo dia, a Casa Branca reage ao revés jurídico e anuncia uma tarifa global temporária de 10% por 150 dias, acionando a Seção 122 da lei comercial de 1974.

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A Tarifa da Seção 301


Entra em vigor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, resultante da investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio. A medida apresenta impacto expressivo: alcança mais de 4 mil produtos e compromete US$ 11 bilhões, o que representa quase 27% do total de vendas do Brasil para o mercado norte-americano.

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24 de Julho de 2026

Efeito acumulado das tarifas


No dia em que a tarifa global temporária de 10% perde sua validade, entra em vigor uma nova alíquota de 12,5% direcionada a diversos países, incluindo o Brasil, acerca da falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado. A sobreposição dessas recentes decisões executivas faz com que a maior parte das mercadorias nacionais submetidas ao mercado norte-americano alcance uma tarifa combinada de 37,5%, o equivalente a US$ 12,4 bilhões.

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3,9 mil produtos brasileiros exportados para os EUA terão tarifa combinada de 37,5%
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