CNI representa indústria brasileira na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra

Integrante da delegação de empregadores, entidade participará dos principais debates relacionados ao mundo laboral durante encontro anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Furlan (D) presidiu a reunião das entidades de empregadores da América Latina durante o dia de abertura da Conferência Internacional do Trabalho

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) deu início a sua participação na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça. Aberto nesta segunda-feira (10), o evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ocorre até 21 de junho, reunindo representantes de governos, trabalhadores e do setor produtivo para debater aspectos do mundo do trabalho e como repercutem nas relações laborais no mundo contemporâneo.    

O encontro deste ano marcará o centenário da OIT, estabelecida após a primeira guerra mundial, com o Brasil entre seus membros fundadores. Nesta edição, o evento discutirá temas como violência e assédio no mundo do trabalho e o futuro do trabalho. Em relação a este último, trata-se de uma agenda sustentada em pilares como a importância da promoção de políticas para o desenvolvimento de habilidades e capacitação de trabalhadores ante as demandas de um mercado de trabalho em rápido processo de transformação.    

Para o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI e vice-presidente para a América Latina da Organização Internacional dos Empregadores (OIE), Alexandre Furlan, o setor produtivo tem papel essencial no fortalecimento do diálogo entre empregadores, trabalhadores e governos. Segundo ele, o objetivo dos debates deve visar à construção de consensos que contribuam para a formulação de soluções e políticas efetivas, capazes de ampliar a segurança jurídica e a geração de empregos.    

Furlan lembrou que a indústria brasileira está empenhada em contribuir com o Brasil na transição para a quarta revolução industrial e as transformações em curso no mercado de trabalho. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), por exemplo, mapeou 30 novas ocupações em oito áreas que devem sofrer maior impacto com a chamada indústria 4.0. “A quarta revolução industrial é uma grande oportunidade, novas profissões surgirão e outras se transformarão e estamos trabalhando para o setor produtivo nacional sair fortalecido”, disse.    

AMÉRICA LATINA – A Conferência também é oportunidade para as representações de empregadores do mundo todo alinharem posições em relações aos grandes temas que estão na pauta da OIT. Em relação às entidades da América Latina, a CNI presidiu a reunião específica para firmar posicionamento de grupo sobre os assuntos em debate nas comissões temáticas (futuro do trabalho e assédio e violência no trabalho) e na Comissão de Aplicação de Normas, órgão de controle da OIT sobre a aplicação dos tratados trabalhistas internacionais pelos países-membros.    

Furlan ressaltou o papel das representações dos empregadores na defesa de normas equilibradas, que resguardem as proteções aos trabalhadores e que sejam, ao mesmo tempo, exequíveis e que ofereçam segurança jurídica às empresas. “A qualidade normativa é fundamental para as relações do trabalho. O grupo latino tem um papel importante em apresentar sua posição para que as discussões que afetam o mundo do trabalho sejam adequadas às realidades locais e à realidade para os próximos 100 anos”, disse.    

A OIT – A Organização Internacional do Trabalho foi criada em 1919, com uma estrutura tripartite. Com sede em Genebra, o organismo internacional tem o objetivo de promover normas, princípios e direitos fundamentais do trabalho, gerar empregos dignos, fomentar a proteção social e fortalecer o diálogo social. A Conferência Internacional do Trabalho é seu órgão máximo, que se reúne anualmente, em geral entre os meses de maio e junho, para discutir temas com maior recorrência nos países-membros.      

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