SESI Lab reúne autoras e lideranças femininas em noite de literatura e troca de experiências

Encontro com participação da diretora da CNI, Danusa Costa Lima, e da presidente do Fórum Nacional da Mulher Empresária, Mônica Monteiro, debateu trajetórias, desafios profissionais e a força das redes de apoio entre mulheres

Autoras e lideranças femininas compartilham trajetórias e experiências durante o Entre Páginas, no SESI Lab

O SESI Lab recebeu, nessa terça-feira (27), autoras e lideranças femininas para o Entre Páginas, encontro dedicado à literatura e à troca de experiências, com apoio do Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e do Grupo Mulheres do Brasil. O evento reuniu dezenas de convidados em rodas de conversa, lançamentos de livros e sessão de autógrafos. A noite mostrou o protagonismo feminino: ao compartilhar suas histórias, mulheres ampliam repertórios, inspiram outras mulheres e fortalecem redes de apoio.

Na abertura, a superintendente de Cultura do SESI, Claudia Ramalho, destacou a importância da literatura e do protagonismo feminino para inspirar novas perspectivas e ampliar possibilidades. “Quando uma mulher conta sua história, ela não apenas registra sua experiência, mas também inspira outras a reconhecerem suas possibilidades e construírem novos caminhos”, afirmou. Claudia também ressaltou o compromisso do SESI Lab com a cultura, o conhecimento, a diversidade e o diálogo, além da importância das redes de mulheres para transformar experiências individuais em inspiração coletiva.

Mônica Monteiro, presidente do Fórum Nacional da Mulher Empresária, à esquerda, e Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do SESI, à direita, durante o Entre Páginas, no SESI Lab

Literatura e experiências pessoais

A primeira mesa teve como tema “Diferentes histórias, novas formas de imaginar o mundo” e reuniu Danusa Costa Lima, diretora de Governança Interna e Externa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e autora de Entre Verdes; a jornalista e poeta Tatiana Sabadini, autora de Tudo dá certo pra mim até quando não dá; e Maria Carolina Machado, escritora e pedagoga autora de Esplendor. A mediação foi de Maria Carolina Borin, pesquisadora do mercado editorial.

Em sua fala, Danusa Costa Lima aproximou literatura, transformação pessoal e os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho. “Existem personagens, mas aqueles personagens, por mais distantes que estejam de você, carregam coisas suas. Eles passam por experiências que você viveu na sua vida”, afirmou a diretora da CNI.

Segundo Danusa, escrever é um processo libertador, mas também exige coragem. Para ela, apresentar publicamente uma obra construída com cuidado significa se expor, depois de um processo que muitas vezes é solitário. Em seu livro, o contato com a natureza permeia as passagens e se aproxima de uma prática da própria autora: a jardinagem.

Para Tatiana Sabadini, a escrita é atravessada pelas experiências de quem escreve, pelo corpo, pela casa e pelo lugar onde vive. “Passa por quem a gente foi, por quem a gente é e por quem ainda vai ser”, afirmou. Maria Carolina Machado apresentou o que chama de permaescrita, uma reflexão sobre permacultura e diversidade. A ideia é romper com a rigidez dos gêneros literários clássicos e experimentar diferentes formas de escrita.

Danusa Costa Lima, diretora da CNI e autora de Entre Verdes, participa da sessão de autógrafos no SESI Lab

Trajetórias e redes de apoio

A segunda mesa da noite, com mediação da jornalista Chris Pelajo, teve como tema “Mulheres que abrem caminhos: trajetórias, escolhas, coragem e legado”. Participaram Mônica Monteiro, presidente do FNME da CNI; a jornalista Márcia Zarur; a empresária Lídia Damy Sita; e Danusa Costa Lima. Todas participam de Protagonistas, que reúne histórias de mulheres pioneiras e lideranças de suas áreas.

As autoras debateram protagonismo feminino, construção coletiva, escolhas que mudam trajetórias, barreiras enfrentadas pelas mulheres e redes de apoio. Segundo Mônica Monteiro, após viajar pela primeira vez ao continente africano, sua vida mudou. A empresária já esteve lá dezenas de vezes e conheceu quase todos os países da região, destacando a coletividade como um valor a ser sempre ressaltado. 

“Nós estamos no século da solidão. Mas, quando tem um coletivo, isso deixa você muito mais forte”, afirmou Mônica. “Em alguns países, quando uma criança nasce, ela não é apenas da mãe, ela é do coletivo. As mulheres pensam no coletivo, elas têm uma ligação uma com a outra que não precisa nem falar, é o olhar, é o gesto.”

Danusa Costa Lima relembrou as transformações que marcam diferentes momentos da vida. “Eu acho que as nossas chaves são aglutinadas ao longo de todos os anos da nossa trajetória e elas sempre são significativas porque representam novas construções”, afirmou. “A trajetória me forçou a ser inúmeras pessoas numa mesma vida.”

Márcia Zarur e Lídia Damy Sita relembraram momentos marcantes de suas trajetórias profissionais e pessoais, como mudanças de carreira e a maternidade. Zarur, por exemplo, deixou uma carreira consolidada como âncora de TV para construir uma trajetória independente e desenvolver projetos ligados a Brasília, cidade pela qual é apaixonada.

Público registra a participação de Danusa Costa Lima no debate sobre literatura e experiências pessoais

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