O SESI Lab, museu de arte, ciência e tecnologia localizado em Brasília, dá início a uma nova etapa do programa Diálogos com Territórios, iniciativa que aproxima o museu de comunidades periféricas do Distrito Federal por meio de ações educativas e colaborativas. Em 2026, o projeto, que conta com apoio do TikTok, muda de configuração e oferece uma residência educativa com 100 horas de duração, voltado à capacitação de educadores e lideranças comunitárias.
A proposta é fortalecer o protagonismo local e incentivar o desenvolvimento de projetos que dialoguem com as realidades e potencialidades de cada território, conectando temas como arte, ciência, tecnologia, cultura maker e sustentabilidade às práticas comunitárias.
“O programa Diálogos com Territórios parte do reconhecimento da potência criativa e do conhecimento produzido nas comunidades do Distrito Federal. Ao aproximar o SESI Lab de coletivos e educadores dessas regiões, o programa fortalece o protagonismo local e amplia as possibilidades de colaboração e desenvolvimento de projetos”, afirma Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do Serviço Social da Indústria (SESI).
O programa tem como objetivo ampliar o senso de pertencimento desses públicos em relação ao SESI Lab e promover novas oportunidades de formação e criação, ampliando e diversificando o público do museu. A residência educativa reúne participantes de diferentes territórios em uma jornada de formação colaborativa que inclui oficinas e mentorias em áreas como cultura maker e fabricação digital, audiovisual, empreendedorismo, acessibilidade e educação ambiental.
Conheça alguns participantes deste ciclo do programa e seus projetos:
No dia 15 de agosto, uma grande celebração marcará o encerramento deste ciclo do programa. O SESI Lab vai apresentar os projetos desenvolvidos ao longo do ano em uma festa com shows, DJs e outras atividades.
Vozes que cruzam fronteiras
Ao longo do processo, os participantes são incentivados a desenvolver projetos autorais que possam ser implementados em suas comunidades. Entre as iniciativas que podem surgir estão mapeamentos colaborativos de espaços culturais, desenvolvimento de jogos educativos, produção de conteúdos audiovisuais, criação de publicações e realização de ações educativas comunitárias.
A psicóloga Ludmila Cruz, do projeto Jovem de Expressão, em Ceilândia, diz que os jovens da periferia muitas vezes não têm um espaço de cuidado, então decidiu desenvolver um jogo para o programa Fala, Jovem. "É um momento de acolhimento e escuta, um espaço que a gente chama de respiro, de saúde mental", explica.
Saulo Simão, da Casa Azul, que atende as regiões administrativas de Samambaia, Riacho Fundo e São Sebastião, diz estar empolgado com o projeto. "O SESI Lab está trazendo ferramentas, orientações e recursos para potencializar as nossas ideias", diz. "A gente desenvolve projetos voltados ao convívio e ao fortalecimento de vínculos. Estou muito feliz de participar e espero que possamos criar um projeto que gere impacto real para nossa comunidade."
O programa envolve organizações e coletivos que atuam diretamente nos territórios. Nas primeiras edições do programa, realizadas em 2024 e 2025, foram promovidos encontros e visitas entre o museu e as instituições parceiras, além de atividades de ideação e desenvolvimento de projetos nas áreas de memória e educação ambiental.



