A abertura da exposição que celebra os 80 anos do Serviço Social da Indústria (SESI), nesta quarta-feira (1º/7), reuniu autoridades, lideranças da indústria e trabalhadores para homenagear a trajetória e o futuro de uma das principais instituições do país. Em cartaz no SESI Lab até dezembro, a mostra SESI 80: Construindo Futuros relembra essa história sem perder o olhar para as próximas décadas.
A exposição é uma realização do Conselho Nacional do SESI e do Departamento Nacional do SESI e ocupa três espaços expositivos do SESI Lab. Mais do que uma retrospectiva histórica, a mostra convida o público a refletir sobre os caminhos que devem orientar a atuação do SESI nas próximas décadas, apresentando instalações interativas, documentos históricos, depoimentos e experiências digitais.
A Orquestra Jovem do SESI-DF emocionou os convidados ao apresentar clássicos como “Trenzinho Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, e “Cânone em Ré Maior”, de Johann Pachelbel, além de uma interpretação de “Tempo Perdido”, da banda Legião Urbana, e o tango “Por una Cabeza”, de Carlos Gardel, com direito a apresentação de dança.
Após a apresentação, autoridades e convidados conheceram a exposição e participaram de um coquetel de boas-vindas.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, celebrou a data. “Comemoramos os 80 anos do SESI com uma exposição de arte retratando essa trajetória, que são também os 80 anos da indústria brasileira. O SESI e o SENAI são instituições de excelência para o nosso país”.
O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Junior, lembrou a trajetória do patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que na década de 1940 foi professor do SESI, mostrando a força da educação para a instituição.
“Quando pensamos esta exposição, nossa intenção foi recuperar a memória. Cada um de nós, em algum momento da vida, passou pelo SESI. Encontramos pessoas que foram ao médico pela primeira vez em uma unidade do SESI ou que passaram pelas creches do SESI quando a própria ideia de creche ainda não fazia parte das políticas públicas brasileiras”, exemplificou Fausto.
Logo na entrada da exposição, o visitante conhece a Carta da Paz Social, documento fundador do SESI após a Segunda Guerra Mundial. “A Carta parte da ideia de que não podemos separar crescimento econômico de desenvolvimento social. Ela conclama à fraternidade”, explicou Fausto.
A exposição conta a história de diferentes momentos democráticos do Brasil e mostra como o diálogo entre empresários, trabalhadores e o Estado tornou possível ampliar direitos sociais e promover desenvolvimento.
“Ao celebrar os 80 anos do SESI, não estamos olhando apenas para um retrovisor nostálgico. Acreditamos que recuperar nossa memória e contar nossa história é a melhor forma de compreender o presente e construir o futuro. Esperamos que os próximos 80 anos sejam construídos unindo produtividade com qualidade de vida. O futuro pode e deve nos colocar no lugar que defendemos: o Brasil no centro de um projeto de desenvolvimento econômico e social que seja referência para o mundo todo”, finalizou o presidente.
O presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar, representou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. “O SESI proporciona educação, cultura, lazer e esporte para a comunidade mais humilde. O Estado, muitas vezes, não consegue oferecer esse conforto tão justo e tão necessário para as pessoas que estão na base da pirâmide. Essas ações são fundamentais para o desenvolvimento e a existência de uma sociedade”, afirmou Bittar.
Programação para toda a família
No dia 4 de julho, o SESI Lab abre a exposição SESI 80: Construindo Futuros para o público com uma grande programação gratuita para toda a família. Em clima de festa julina, os visitantes poderão acompanhar apresentações de quadrilhas tradicionais do Distrito Federal (11h), o espetáculo infantil “Arraiá Pequenininho” (15h), da Orquestra Modesta, e, encerrando as comemorações, o show “O Samba Não É de Ninguém”, com Zeca Baleiro, a partir de 18h na Praça da Árvore.




