SESI e Ministério da Saúde promovem reunião técnica sobre saúde digital

Interoperabilidade e linhas de cuidado figital foram temas do debate. A ação faz parte do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre as instituições que articulam ações intersetoriais até 2026 para promover saúde digital

O SESI, em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do SESI, realizou nesta terça-feira, reunião técnica. Foto: Gilberto Sousa/CNI

O Serviço Social da Indústria (SESI), em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do SESI, realizou nesta terça-feira (30) a primeira de duas reuniões técnicas entre especialistas e gestores dos departamentos regionais.

A ação faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre as instituições que articula ações intersetoriais até 2026 para promover saúde digital, ambientes de trabalho mais saudáveis e respostas conjuntas a emergências sanitárias.

A reunião de abertura abordou o tema da interoperabilidade em saúde, que garante a integração de diferentes sistemas para o compartilhamento seguro e padronizado de informações médicas. A medida contribui para evitar exames repetidos, reduzir custos e fortalecer a conexão do SESI com o e-SUS (sistema da Atenção Primária em Saúde) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Na quarta-feira (1º), a programação segue com foco nas linhas de cuidado figital, modelo que une o atendimento físico e digital (figital). A proposta garante acompanhamento contínuo, planos personalizados e uso de recursos como telessaúde, prontuários integrados e dados em tempo real, sem abrir mão do vínculo humano entre profissionais e pacientes.

Acordo de Cooperação Técnica

O ACT, firmado em novembro de 2024, contempla sete eixos de atuação: saúde integral, emergência climática, interoperabilidade, linhas de cuidado figital, imunização, arboviroses e capacitação. Projetos-piloto já estão em andamento em estados como Bahia, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, abrangendo condições como dor lombar, obesidade, diabetes e saúde integral.

A versão final do estudo será apresentada em 2026 e deverá subsidiar tanto políticas públicas quanto práticas empresariais, com impacto direto na qualidade de vida dos trabalhadores e na competitividade da indústria brasileira.

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