Oficina ACESSE une arte e tecnologia

Durante o Festival SESI de Robótica, a oficina foi ministrada pelo artista visual Rodrigo Bueno e pelo pesquisador industrial Ricardo Brazileiro
Artista visual Rodrigo Bueno falou sobre ancestralidade e tecnologia no ACESSE

Cidades e tecnologias se relacionam o tempo todo. Entender como uma força está sempre mudando a outra - e conhecer melhor a história que veio antes de chegarmos ao mundo moderno - é imprescindível para transformar os espaços que habitamos. Esse foi um dos assuntos abordados no primeiro dia de oficinas do Programa Arte Contemporânea e Educação em Sinergia no SESI (ACESSE)

O artista visual Rodrigo Bueno, vencedor do Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça, e o pesquisador do Instituto SENAI de Inovação de Pernambuco Ricardo Brazileiro fizeram uma dobradinha e ministraram a palestra Ancestralidade e Tecnologias, durante o Festival SESI de Robótica.

Para Brazileiro, é importante entender o funcionamento das cidades para perceber o que pode ser mudado. “Antes da cidade ser inteligente, as pessoas precisam se apropriar dela. O uso da tecnologia serve de motor para isso. O desafio é a gente entender que tipo de 'laboratório cidadão' a gente pode propor, em quais lugares existem desafios coletivos que podem ser solucionados por um grupo de pessoas”, afirma o pesquisador.

As amigas Maria Gabriela, Paula Sabrina e Eliria Evangelista, 18 anos se inscreveram para a oficina e vieram aprender como programar um sensor com arduínos com a ajuda de Ricardo.

Na oficina, as três amigas montaram um sensor utilizando arduínos

Maria faz faculdade de Ciências Contábeis e, mesmo sem ter contato direto com a robótica gostou das atividades. “Não é só sobre a robótica. Aprendemos outras coisas também como o impacto no meio ambiente”, conta a jovem.

Tecnologia incentiva a cultura e vice-versa

Foi observando a cultura pernambucana que Ricardo Brazileiro se envolveu com a tecnologia. O mestre em Ciências da Computação percebeu a potencialidade das redes por meio de movimentos sociais do Nordeste e acredita que laboratórios não são apenas salas.

“É muito importante a gente levar isso para as escolas, levar isso para o entorno, e expandir o conceito de laboratório. Ele não precisa ser em um lugar fechado com computadores. Eles podem estar na rua, em uma praça. Toda escola pode ser um laboratório. A ideia é que a gente utilize as experiências e o conhecimento adquirido com a tecnologia para transformar”, explica Ricardo.

Ricardo Brazileiro é mestre em Ciências da Computação

Visualização de dados e algoritmos são assuntos das próximas oficinas

Ao longo do Festival SESI de Robótica, mais especialistas vão realizar oficinas sobre visualização de dados, programação e algoritmos. Confira a programação completa na página oficial do Programa Arte Contemporânea e Educação em Sinergia no SESI (ACESSE).

Quem passar pelo evento também pode se aventurar no mundo da robótica nas atividades do espaço Experimentação Livre, onde é possível criar seres animados, engenhocas, animações e muito mais, com o auxílio de monitores e vídeos tutoriais. 

Acompanhe tudo sobre a temporada 2019/2020 do Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League, do Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge e do Torneio SESI F1 nas Escolas aqui na Agência CNI de Notícias e nos perfis do Torneio no Instagram e Facebook

FESTIVAL SESI DE ROBÓTICA

Domingo (8) – Das 8h às 17h
(Entrada permitida até 2h antes do encerramento do evento)
No Pavilhão da Bienal - São Paulo

ENTRADA GRATUITA

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