Parceria do SENAI desenvolve prótese para jovem que perdeu parte do braço

Laboratório Aberto do SENAI de Minas Gerais, PUC Minas e a startup 3DLopes desenvolveram projeto para produção de próteses a partir de impressão 3D para amputados com método interdisciplinar inédito no país
Prótese desenvolvida custou menos de 10% de uma peça convencional

O jovem Bruno Lohan perdeu parte do braço em um acidente na rede elétrica. Desde então, ele conta que também perdeu outra coisa: parte de sua independência. Mas, com a ajuda de estudantes do curso de graduação de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em parceria com o Laboratório Aberto do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Minas Gerais e a startup 3DLopes, Bruno ganhou uma prótese produzida especialmente para ele a partir de impressão 3D.

"Vou poder realizar coisas que sempre tive o costume, como cozinhar, voltar a estudar e até ir à academia,” conta Bruno. Após a entrega da prótese definitiva, o jovem passará por quatro estágios progressivos de treinamento funcional objetivando a adaptação e uso da prótese em seu dia-a-dia, tornando-o independente em boa parte das suas atividades.

Os estudantes da PUC Minas identificaram a necessidade de maior interação entre diferentes áreas como da engenharia e da saúde no processo de adaptação de pacientes amputados com próteses produzidas a partir de impressão 3D. Foi daí que surgiu a parceria com o SENAI e com a 3DLopes.

"Vou poder realizar coisas que sempre tive o costume, como cozinhar" - Bruno Lohan

A iniciativa representa um passo importante para a consolidação da ideia inovadora de aliar o trabalho de fisioterapeutas na reabilitação desse tipo de paciente conjuntamente com todo o desenvolvimento físico e mecânico da peça, método inédito no Brasil.

“A prótese é feita de PLA (poliácido lático), um bioplástico feito a partir da extração do álcool do milho e que é mais forte e mais leve que o plástico comum”, detalha o diretor executivo da 3DLopes, Daniel Lopes, responsável pelo desenvolvimento do projeto.

CUSTO REDUZIDO - Outra vantagem desse tipo de peça é o baixo custo. “O valor de uma prótese convencional que atenda as necessidades de esforço e peso de um adulto giram entre 120 mil e 130 mil reais”, conta Lopes. O projeto feito em Minas Gerais custou pouco mais de R$ 10 mil, menos de 10% de uma peça convencional, e foi subsidiado pelo programa de Serviços em Inovação e Tecnologia (SEBRAETEC), que arcou com 80% do valor total dos materiais e produção da prótese.

Para o graduando de Fisioterapia pela PUC, Gabriel Mendes, um dos integrantes do projeto, essa é uma iniciativa que pode trazer benefícios para a população de amputados, gerando novos frutos no âmbito coletivo. "Além de influenciar ações dos setores público e privado e servir como base para a atuação de profissionais da área da saúde e engenharia,” finaliza.

NA MÍDIA - O projeto chamou atenção da mídia e foi tema de reportagem que foi ao ar na TV Globo. Assista na íntegra.

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