Conselho de Assuntos Legislativos da CNI analisa cenário no Congresso Nacional para 2019

Em primeira reunião após o primeiro turno, conselheiros avaliaram resultados das eleições para o Legislativo federal e a possibilidade de votações relevantes, como as das reformas tributária e da Previdência Social
Paulo Afonso Ferreira, presidente do CAL, e o deputado Efraim Filho conduziram o debate sobre os desafios da próxima legislatura no Congresso Nacional

Passado o primeiro turno das eleições gerais, o Conselho de Assuntos Legislativos (CAL) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) se reuniu para analisar o cenário no Congresso Nacional para os próximos quatro anos. Para a indústria, o avanço de propostas que promovam a redução da burocracia, aumentem a segurança jurídica para investimentos e reformas estruturais, como a da Previdência Social, a tributária e o reequilíbrio das contas públicas devem ser temas prioritários para os futuros parlamentares.

Como mostrou o resultado das eleições, tanto a Câmara dos Deputados e o Senado apresentaram índices de renovação acima da média histórica, de 52% e 60% de suas cadeiras, respectivamente. Nesse cenário, o colegiado avaliou o potencial de evolução das matérias, que são fundamentais para a melhora do ambiente de negócios e para a criação de condições para o crescimento sustentado da economia.

“Vamos ter muito trabalho no convencimento da importância da continuidade da reformas que são fundamentais pra recolocar o Brasil no caminho do crescimento”, analisou o presidente o CAL e vice-presidente da CNI, Paulo Afonso Ferreira. Ele lembrou que a indústria continuará a trabalhar a favor das reformas e no convencimento da sociedade sobre a urgência de as propostas avançarem para colocar as contas públicas em ordem e evitar ameaças à estabilidade econômica e a pressão por novos impostos.

O deputado Efraim Filho (DEM-PB), convidado para contribuir com a análise do cenário eleitoral e da próxima legislatura, considerou preocupante que temas relevantes, como a recuperação do equilíbrio fiscal e a reforma da Previdência, não foram tratadas com profundidade nas campanhas presidenciais. “A agenda estrutural não veio à tona e isso é preocupante”, afirmou.

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