Indústria brasileira quer ampliar comércio e investimentos com a China, diz presidente da CNI

Em reunião com a presidente do Câmara de Comércio Internacional da China, Robson Braga de Andrade defende multilateralismo e redução de tarifas no comércio com outros países
Robson Andrade e Gao Yan: parceria mais estratégica entre CNI e Câmara de Comércio Internacional da China

Indústrias brasileiras estão interessadas em ampliar o comércio e os investimentos com a China, declarou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em reunião com a presidente da Câmara de Comércio Internacional da China (CCPIT), Gao Yan, e outros representantes empresariais chineses nesta quarta-feira (13), em Brasília. A entidade trouxe ao Brasil uma comitiva de 180 empresários chineses para participar do Fórum do BRICS, em Brasília.

“Na CNI, há grupo de 52 empresas transnacionais com investimentos fora do Brasil e querem ampliá-los, inclusive com a China”, disse Andrade. Entre indústrias brasileiras que já investem na China estão a fabricante de aviões Embraer, Weg e Marcopolo.
Andrade afirmou ainda que a CNI vem defendendo o multilateralismo na agenda do governo brasileiro junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). “Entendemos ser a melhor forma de o Brasil se inserir no mercado internacional. A CNI tem defendido a abertura do Brasil a parcerias internacionais, com redução de tarifas e regras claras”, declarou.

Gao também reforçou a necessidade de fortalecer o multilateralismo nesse momento, em países que tendem a serem mais protecionistas. “Precisamos de um multilateralismo transparente. Temos de trabalhar em conjunto para mostrar a posição dos empresários em favor da facilitação e liberalização do comércio", afirmou a representante empresarial chinesa. 

Ela disse ainda que as relações entre Brasil e China já produziram resultados significativos no comércio e investimentos. “A relação dos dois países tem boa base e enorme potencial de crescimento com a melhora das nossas economias”.

A reunião com representantes empresariais chineses aconteceu na sede da CNI, em Brasília

BRICS – Tanto Andrade quanto Gao trataram de oportunidades de negócios entre Brasil e China em diversos setores, como infraestrutura e inovação, e declararam que o Fórum dos BRICS, que ocorre nesta semana, é importante para estreitar a relação entre os dois países. “A expectativa é que tenhamos bons resultados do encontro empresarial hoje à tarde”, disse Andrade.

O presidente da CNI comentou sobre a aprovação dos Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e sua instalação da sede da CNI, em Brasília, e no escritório em São Paulo. Ele sugeriu ainda a instalação de escritórios da Câmara de Comércio Internacional da China dentro das instalações da CNI em Brasília e São Paulo. 

Também propôs parceria entre as duas instituições para realização de encontros empresariais anuais entre os dois países, aos moldes do que já é feito pela CNI com entidades congêneres na Alemanha, Japão e Estados Unidos. Além disso, Gao fez uma contraproposta de instalar um escritório da CNI na sede da Câmara, em Pequim. “É fundamental estabelecermos relação mais próxima e estratégica entre as duas instituições”, afirmou Gao.

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