Institutos SENAI de Inovação desenvolvem álcool em gel com derivados da celulose

Entre as principais vantagens desse espessante está a vantagem de ser de origem vegetal e renovável, com grande disponibilidade e funcionalidade equivalente à do carbopol
O Instituto adquiriu os materiais para a montagem de um tanque agitador de 300 litros e uma envasadora/dosadora para aumentar a escala produtiva

Há aproximadamente dois meses após o início do projeto de pesquisa sobre novas fórmulas de álcool em gel, o Instituto SENAI de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), do Mato Grosso do Sul, iniciou a produção em maior escala de uma das fórmulas obtidas durante a pesquisa realizada em parceria com Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos (ISI Biossintéticos), do Rio de Janeiro, e o Instituto SENAI de Inovação em Engenharia de Polímeros (ISI Polímeros), do Rio Grande do Sul.

Trata-se da formulação que utiliza a Hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), um derivado da celulose e que já foi testada, apresentando um resultado satisfatório.

“Entre as principais vantagens desse espessante, que substitui o carbopol, que é o produto mais comum na produção de álcool em gel e se encontra em escassez no mercado por causa da pandemia do coronavírus, está a vantagem de ser de origem vegetal e renovável, com grande disponibilidade e funcionalidade equivalente à do carbopol”, afirmou a pesquisadora do ISI Biomassa Jéssica Gallardo.

Ela explica que, além do derivado da celulose, há pesquisas de novas fórmulas em andamento dentro do projeto. “Faremos esse escalonamento, que é a produção em maior volume, com pelos menos dois espessantes diferentes. Uma das novas fórmulas em desenvolvimento que estamos trabalhando utiliza fécula de mandioca e outros polímeros sintéticos. Alcançando sucesso no processo, também podemos escaloná-lo para maior produção”, acrescentou.

Para o aumento da produção e otimização do processo da nova fórmula de álcool em gel, o ISI Biomassa adquiriu os materiais para a montagem de um tanque agitador de 300 litros e uma envasadora/dosadora para aumentar a escala produtiva.

“Ainda não está definida a quantidade exata da produção total, mas com os novos equipamentos, temos capacidade de produzir até 600 litros por dia. Esse álcool deverá ser distribuído entre as unidades do Sistema Indústria do Mato Grosso do Sul e também doado para ajudar a sociedade no combate ao coronavírus”, finalizou Jéssica Gallardo.

Outra solução brasileira para produzir álcool em gel deu certo

Uma das formulações, que substitui insumo importado, foi desenvolvida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) em parceria com as indústrias Klabin e Apoteka. O espessante extraído da madeira gerou pedido de patente por ser inovação mundial. Saiba mais no vídeo a seguir:

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