Instituto General Villas Bôas estimula desenvolvimento de tecnologias assistivas

Entre os pilares a serem trabalhados pela entidade estão as tecnologias assistivas e a agenda de desenvolvimento, temas tratados pelo sistema indústria
Presidente da CNI, Robson Andrade, cumprimenta general Villas Bôas

A doença não permite mais que ele ande nem fale, mas não o impossibilita de lutar pelo que acredita. Acometido por Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas lançou nesta semana instituto que leva o seu nome. A instituição foi fundada com base em três pilares: tecnologias assistivas, agenda Brasil e preservação da memória do general que comandou por quatro anos o Exército brasileiro, membro-fundador do Conselho Temático da Indústria da Defesa (Condefesa), da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Numa cerimônia que reuniu cerca de 600 pessoas entre oficiais de alta patente das Forças Armadas, celebridades, parlamentares, familiares e amigos do general Villas Bôas, foram apresentados o formato e o foco do instituto, que dará apoio a pessoas com doenças raras. “Queremos dar visibilidade para as pessoas que têm algum tipo de limitação e estão desassistidas”, destacou o Villas Bôas, em discurso feito por meio de um porta-voz. 

“O Brasil precisa valorizar personalidades que contribuem para o país avançar. O general Villas Bôas é um profissional e um ser humano que merece ser reconhecido. Sua competência, força de vontade e capacidade agregadora servem de exemplo para todos os brasileiros”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Entre os representantes do governo federal presentes no evento estavam o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro;o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; e o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros. O ministro do STF Alexandre de Moraes e o apresentador Luciano Huck também marcaram presença no lançamento do IGVB.  

Ao longo desta quinta-feira (5), foram realizados quatro painéis focados em tecnologias assistivas e na agenda de desenvolvimento nacional com especialistas nos temas. Entre os palestrantes, destaque para o inglês Mick Donegan, um dos maiores especialistas em tecnologia assistiva do mundo. 

Lançamento do Instituto General Villas Bôas no CICB, em Brasília

TECNOLOGIA PELA INCLUSÃO – No hall de entrada do evento, foi montada uma exposição com equipamentos tecnológicos desenvolvidos para dar suporte a pessoas com algum tipo de limitação. Entre os itens em exibição, a cadeira de rodas comandada pelo movimento da íris desenvolvida pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados de Santa Catarina e a empresa Tobii/Dynavox, detentora da plataforma de comunicação.

“Desligamos o controle manual e instalamos um software de leitor ótico que envia comando ao computador que controla a direção da cadeira”, comentou o pesquisador-chefe do projeto, Vinicius Bigoni Perozzi. O general Villas Boas participou do desenvolvimento do protótipo desde o início para adequar o trabalho às necessidades reais das pessoas com deficiência.  

“Ele é realmente uma pessoa diferenciada. Sempre bem-humorado e extremamente humilde”, comentou o cientista-chefe do Instituto de Inovação em Sistemas Embarcados do SENAI Santa Catarina, André Pierre Mattei. “Para nós, desenvolver esse projeto foi um sonho. Damos à tecnologia um uso prático para atender aqueles que mais necessitam”, completou. O desafio agora é conseguir parceiros para permitir a democratização do equipamento por meio da comercialização no mercado.  

 

Apresentação da cadeira de rodas movida por movimento ocular desenvolvida pelo Senai em SC

SENAI – O Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados de Santa Catarina, faz parte da rede 26 Institutos SENAI de Inovação, que atuam em âmbito nacional e que contam com profissionais altamente qualificados e infraestrutura tecnológica atualizada. Para viabilizar o protótipo com controle por movimentação ocular da cadeira de rodas motorizada, o ISI em Sistemas Embarcados teve que internalizar novas competências como o desenvolvimento de um sistema operacional e eletrônico que permitisse a integração com o sistema de detecção ocular da Tobii e a integração e controle de uma cadeira de rodas elétrica comercial.

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