Estudo sobre inovação encomendado pelo SENAI é tema de caderno especial do Estadão

Publicação de oito páginas relata debate no qual foi discutido trabalho produzido pelo MIT, que faz diagnóstico da atuação do Brasil e sugere ações para acelerar inovações brasileiras de impacto global
O caderno destaca apresentação do diretor de Operações do SENAI, Gustavo Leal, sobre a importância da rede de Institutos SENAI de Inovação a partir de estímulo da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI)

O jornal O Estado de S.Paulo publicou, nesta quinta-feira (8), caderno especial sobre o Fórum Estadão Brasil Competitivo “Como acelerar a inovação”, durante o qual foi apresentado estudo produzido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) sob encomenda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). De acordo com o trabalho, o Brasil precisa de políticas de longo prazo com objetivos claros e instituições estáveis para acelerar a inovação e se tornar um relevante ator global nesse campo.

A publicação traz detalhes do debate patrocinado pelo SENAI, realizado em São Paulo, na terça-feira (6). No evento, a diretora-executiva do MIT Industrial Performance Center (IPC), Elisabeth Reynolds, apresentou as conclusões do estudo  produzido por uma equipe de pesquisadores norte-americanos e brasileiros para apoiar a implantação da rede nacional de 25 Institutos SENAI de Inovação. Criados em 2013, os centros de P&D do SENAI realizam pesquisa aplicada destinada a atender às necessidades de inovação da indústria brasileira nos prazos exigidos pelo mercado.

"Nosso objetivo é estudar como esses centros (do SENAI) se encaixam no ecossistema de inovação brasileiro, que emergiu e se desenvolveu nos últimos 10 ou 20 anos”, explicou a pesquisadora norte-americana em entrevista exclusiva ao Estadão. A estudiosa também avaliou que o país deu passos importantes e teve sucessos significativos em inovação desde que o tema se tornou prioridade, no começo dos anos 2000, mas que os ganhos ainda são limitados.

REDE NACIONAL – O caderno destaca apresentação do diretor de Operações do SENAI, Gustavo Leal, sobre a importância da rede de Institutos SENAI de Inovação a partir de estímulo da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo de cerca de 200 executivos das maiores empresas brasileiras, coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Dentro da visão da MEI, surgiu uma proposta de instalar no país uma infraestrutura tecnológica capaz de suportar as necessidades da indústria brasileira no que diz respeito a projetos de pesquisa aplicada e de inovação pré-competitiva”, disse Leal, durante o Fórum Estadão.

O especial reproduz também as principais análises dos participantes do evento sobre as ações que devem ser tomadas pelo Brasil para acelerar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores com impacto global. Participaram do debate o líder de Inovação da Embraer, Sandro Valeri; o superintendente da área de Indústria de Base do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Júlio Ramundo; o fundador e presidente da Gran Bio, Bernardo Gradin; o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcos Cintra;  a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Fernada De Negri e o presidente-executivo da aceleradora de startups ACE, Pedro Waengertner.

A publicação contém ainda reportagens sobre aspectos importantes da inovação, como as parcerias entre grandes empresas e startups; a relação entre universidades e o setor empresarial; a revolução digital no agronegócio, e receita de sucesso do Vale Silício, nos Estados Unidos, onde estão localizadas gigantes como a Apple, o Google e o Facebook.

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