O que que a Bahia tem? Representantes nas três competições do Festival SESI de Robótica!

O SESI é pioneiro no estado na adoção da robótica educacional em sala de aula e a realizar competições interescolares
A equipe Sevenspeed, que vai representar o estado na categoria F1 nas Escolas, está treinando desde dezembro e não parou nem no recesso

O Serviço Social da Indústria (SESI) vai levar ao Rio de Janeiro a maior delegação baiana de robótica educacional. São 29 estudantes que vão representar o estado no Festival SESI de Robótica, que acontecerá entre 15 e 17 de março, no Pier Mauá, na capital fluminense. O evento vai reunir três diferentes campeonatos de robótica: o Torneio SESI FIRST LEGO League (FLL), do qual os estudantes baianos já participam há seis anos; Torneio SESI de Robótica FIRST Tech Challenge (Desafio tecnológico) e o Torneio SESI F1 nas Escolas, nos quais estarão estreando.

A delegação baiana tem representantes de escolas do SESI de Salvador, Candeias e Luís Eduardo Magalhães. As competições envolvem adolescentes de 12 a 19 anos do ensino fundamental e médio que vão disputar uma das vagas para a etapa internacional de cada modalidade.

A equipe Midas, da escola SESI João Ubaldo Ribeiro, de Luís Eduardo Magalhães, é o destaque do interior e participará da disputa nacional do Torneio SESI de Robótica FLL, juntamente com a equipe Robolife, da escola SESI do município de Candeias.

Há dois anos praticando robótica na escola, João Victor Nascimento Crispim, de 12 anos e aluno do oitavo ano, está cheio de expectativas em relação ao evento. “Minha expectativa é chegar lá e dar o melhor”, declara. Membro da Robolife, João acredita que sua equipe está com todas as habilidades técnicas para fazer bonito no Rio. “Nossa equipe se esforçou muito e temos grande expectativa e também estamos com muita ansiedade”, confessa.

"Confiamos no potencial dos nossos técnicos e na vontade dos nossos alunos darem continuidade a novos desafios na robótica", coordenador da delegação baiana, Fernando Didier.

As outras duas equipes que vão para o Rio de Janeiro são a SevenSpeed, da escola SESI Reitor Miguel Calmon, que vai representar a Bahia na categoria F1 nas Escolas e a Hidra, formada também por estudantes da escola SESI Djalma Pessoa, que irá competir na First Tech Challenge.

Na F1 School, além de construir um protótipo de carro de fórmula 1 os estudantes precisam criar uma escuderia e exercitar o empreendedorismo. No First Tech Challenge, os estudantes precisam superar desafios de projeto, programação e construção de robôs para cumprir uma missão. Para isso, os participantes precisam adotar as ferramentas STEM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering e Mathematics (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, em português). A ideia é unir conhecimentos dessas quatro áreas para resolver o desafio proposto.

Para Robson Nunes, técnico da equipe Sevenspeed, a nova modalidade chega para agregar. “O desafio da Fórmula 1 faz com que os alunos usem tudo o que aprenderam até aqui. Eles devem ser empreendedores e pesquisadores”, conta o professor de robótica.

Robson destaca ainda que a equipe está desde dezembro se preparando para o desafio. Isso significa que a escuderia Sevenspeed, formada por Franciele Moraes, Beatriz Mota, João Victor Dias, Beatriz Valongo, Ícaro Canela e Geovane Santos aproveitou as férias de dezembro e janeiro para conceber uma empresa, estudar tecnologia para criar um carro de fórmula 1 e montar uma estratégia de captação de parceiros e financiadores para ver a proposta sair do papel.

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“Me candidatei na equipe para fazer parte da diretoria de design e engenharia 3D. Então, tirei muito tempo das minhas férias para treinar os programas”, detalha João Victor Dias.

Outro aprendizado que a experiência está proporcionando é relatada por Beatriz Valongo que levou para casa as noções de educação financeira que teve que colocar em prática na escuderia da Sevenspeed.

Coordenador da delegação baiana, Fernando Didier arremata: “O SESI Bahia experimenta uma maturidade neste processo, não só por parte dos alunos, mas também por parte dos técnicos, afinal, são mais dez anos de experiência acumulada. Quando conseguimos nos desafiar para adotar duas novas modalidades – a First Tech Challenge e a Fórmula 1 In Schools –, que são totalmente diferentes do que já estávamos fazendo, que era o FLL (Torneio SESI de Robótica First Lego League) e a OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica - Etapa Bahia), é porque confiamos no potencial dos nossos técnicos e na vontade dos nossos alunos darem continuidade a novos desafios na robótica".

PIONEIRISMO - O SESI da Bahia é uma das instituições pioneiras a adotar a robótica educacional em sala de aula e a realizar competições interescolares com a participação de outros estados. Na Bahia, a instituição é responsável pela organização, anualmente, dos dois principais torneios de robótica realizados no estado: o Torneio SESI First Lego League e a Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa estadual. A gerente de Educação do SESI Bahia, Cléssia Lobo, destaca as razões que levaram a adotar a robótica em sala de aula.

“Precisamos estimular os jovens a serem protagonistas na construção do seu conhecimento e a robótica oferece ao estudante a oportunidade de desenvolver tanto habilidades relacionadas aos conteúdos do currículo como habilidades psicoemocionais – trabalho em equipe, empatia, cooperação – e de empreendedorismo, que são fundamentais hoje e no futuro”, afirma.

A rede SESI reúne mais de 5.300 alunos, distribuídos por quatro escolas em Salvador e Região Metropolitana e outras cinco escolas de ensino médio em Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. A adoção da robótica é apenas um dos diferenciais do currículo pedagógico que também inclui a iniciação científica como disciplina escolar.

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